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24/12/2010 - 15:12

O teatro de Machado de Assis reunido em um só livro

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Luis Fabiano Teixeira, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Livro reúne peças de Machado de Assis

Ninguém discute que Machado de Assis é o maior escritor brasileiro, mas pouco ou quase nada sabemos sobre a sua dramaturgia, fase em que ele ainda não tinha pleno domínio do seu ofício. Foi no teatro que o Bruxo do Cosme Velho debutou, aos vinte anos, antes de se tornar um escritor consagrado e repleto de obsessões (a dúvida e o ciúme são as mais famosas). O fato de ser reconhecido como exímio romancista e contista apenas ofuscou o dramaturgo, mas o livro “Teatro de Machado de Assis”, edição organizada por João Roberto Faria, tenta, ao menos, lhe fazer alguma justiça. O volume traz onze peças que revelam esse “ensaio geral” da literatura machadiana e que merece ser conhecido.

Dentre as várias “alquimias” dramáticas do livro, as comédias merecem atenção especial, pois já esboçam uma das características mais marcantes do escritor: a ironia.

A primeira delas, Hoje avental, amanhã luva (1860) é o melhor exemplo de dinâmica de cena, onde cada palavra parece ter sido escolhida para compor cada diálogo. Leia mais »

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15/10/2010 - 19:20

Celebração de felicidade e voluntariado com João Carlos Martins ..,

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Adriano de Oliveira, especial para o Aplauso Brasil (adriano@aplausobrasil.com)

O maestro João Carlos Martins

Amanhã, o Movimento Mais Feliz, em parceria com o projeto Mackenzie Voluntário, apresenta o concerto “Educação, Cidadania e Felicidade”, sob regência do maestro João Carlos Martins, no Campus Mackenzie, às 21 horas.

O espetáculo conta com a presença do tenor Jean William e a participação especial da bateria da Escola de Samba Vai-vai, que prometem impressionar o público com a mistura de música clássica e samba. Leia mais »

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30/06/2010 - 11:16

Side Man evidencia as agruras da profissão dos artistas

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Kiko Rieser, especial para o Aplauso Brasil

"Side Man", em cartaz no Teatro Sérgio Cardoso

O processo de feitura de uma obra de arte é premido por diversas circunstâncias que não concernem somente ao criador, mas que dizem respeito ao mundo mercantil em que a obra se inserirá. Profissão difícil e preterida pelos grandes poderes políticos e econômicos, a arte sempre passa por enormes dificuldades para conseguir se sustentar e se divulgar.

Em formas de manifestação artística mais artesanais, como o teatro, é muito comum um espetáculo chegar a ser inviabilizado por falta de dinheiro. Diversos artistas acabam precisando de uma profissão paralela para se manter e muitos dos que não a têm passam por inúmeros momentos de incerteza quanto a um futuro próximo, sempre sujeitos às instabilidades de um mercado exíguo e, muitas vezes, paternalista.

Quem vê uma obra de arte pronta pode não imaginar tudo que a envolve, não conseguindo, deste modo, vê-la em sua completude. Torna-se mister, portanto, evidenciar ao público leigo o que há por trás do mundo muitas vezes idealizado que cerca a arte e os artistas, tarefa essa que cumpre o espetáculo Side Man.

O ator Otávio Martins

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28/09/2009 - 06:49

Esse Tolentino do TAPA e suas crias incansáveis

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Afonso Gentil, especial para o Aplauso Brasil (afonsogentil@aplausobrasil.com)  

 

Grupo Gattu apresenta <i>Doroteia</i>

Grupo Gattu apresenta Doroteia

 

Antes de ocupar-nos com as montagens de Doroteia , pelo Grupo Gattu. e de O Livro dos Monstros Guardados, pelo Núcleo Experimental, vale lembrar o quanto o teatro paulista deve, qualitativamente, ao diretor (carioca, pois é!) Eduardo Tolentino de Araújo, desde quando o Grupo TAPA (carioca, pois é!) por aqui aportou, sediando-se no Teatro Aliança Francesa.

Foram anos e anos de sucessivas montagens de grandes autores, nossos ou estrangeiros, obedecendo a um padrão estético rigoroso, que une a preocupação, digamos, apolínia do uso da cena, com decidido comprometimento social-político.

 Se boa parcela do público só tardiamente descobriu o TAPA, só agora lotando as platéias de qualquer canto da cidade, nós, da crítica, sempre estivemos atentos em reconhecer-lhe o mérito, cobrindo-o, em sua já longa trajetória, com incontáveis  troféus.

 A convivência de muitos jovens atores com os métodos conceptivos de Tolentino criou uma nova geração de diretores, conscientes, todos, da total entrega dos seus talentos para atingir a excelência do resultado. Basta lembrar os vigorosos espetáculos engendrados por André Garolli, Denise Weinberg e Brian Penido Ross, em diferentes grupos, aos quais juntam-se os nomes de Zé Henrique de Paula e Eloísa Vitz merecendo a atenção de todos, crítica e público.

      

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