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02/12/2010 - 13:19

Quem tem medo do Teatrão?

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

Cena do filme "Narradores de Javé", roteiro de Luís Alberto de Abreu

Aproveitei apenas o final, cheguei a tempo das duas últimas rodadas de perguntas, da mesa formativa do II Encontro de Teatro de Mauá. O convidado, o dramaturgo Luís Alberto de Abreu, elucidou algumas lacunas obscuras que a Brava Cia. de Teatro deixara no debate anterior – como as responsabilidades do governo em movimentar o panorama artístico por meio de Políticas Culturais mais eficazes e a negação de pertencer à classe artística, definindo-se como partícipes da classe dos trabalhadores.

A postura de Luís Alberto de Abreu, um dos principais nomes da dramaturgia brasileira, mostrou-se mais madura, serena. Ele acredita que os artistas devem agir na resolução de seus problemas e não simplesmente esperar que o governo e as políticas culturais resolvam questões de respeito ao universo das artes.

Contudo, necessitava fazer a provocação que dá título ao artigo: o Teatrão. Seria ele um famigerado vilão ou vítima de preconceitos? Leia mais »

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01/12/2010 - 02:33

Autor de “Rua do Medo” faz jus a antecessores ilustres da comédia

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Afonso Gentil, especial para Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Comédia de Leonardo Cortes tem direção de Marcelo Lazzaratto

Temos bons dramaturgos habitando regularmente os teatros dos circuitos alternativos ou dos mais compromissados comercialmente.  Um exemplo disso é a presença maciça de 10 autores conhecidos ( e reconhecidos) num espetáculo sugestivo já a partir do título, “Te Amo, São Paulo”, cartaz dos fins de semana no Teatro Folha. Este espaço conta com o apoio publicitário da empresa que lhe dá o nome. Resultado: a sala vive lotada e as temporadas são, com freqüência, prolongadas.  Mas este caso é exceção: a maioria absoluta dos grupos e cias. costuma ter dificuldade em divulgar na grande imprensa, falada ou escrita.

Assim, recentemente, bons espetáculos de autores novos (Camila Appel de “A Pantera”) ou um bissexto Hugo Possolo com “A Meia Hora de Abelardo” tiveram temporadas semi-anônimas, muito aquém do resultado artístico, pela mais absoluta impossibilidade de investimento publicitário. Resultado: autores talentosos, que no tempo dos “tijolinhos” dos jornais eram logo consagrados, ficam patinando indefinidamente (salvo raros deles) no limbo dos  “sem sem” (sem anúncio e sem chance).

Entenda, assim, por que tal circunstância nos faz apresentar a vocês, como novíssimo, um talento em plena maturação há mais de 10 anos: LEONARDO CORTEZ,  que tem seus adeptos entre programadores culturais (SESI, SESC, CCSP), na classe teatral e continua injustamente preterido por setores da crítica teatral. Porém, pelo que se depreende do seu currículo, amado por onde passa com seus espetáculos. Leia mais »

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