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14/03/2011 - 22:29

“Lixo e Purpurina”: reúne dois textos de Caio Fernando Abreu

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Maurício Mellone, colunista colaborador do Aplauso Brasil

Maurício Mellone, para o site Favo do Mellone, parceiro do Aplauso Brasil(aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Monólogo com Davi Kinski é a síntese de Anotações sobre o amor urbano e Lixo e Purpurina, do escritor gaúcho que nos deixou há 15 anos

Como uma homenagem ao escritor Caio Fernando Abreu que faleceu há 15 anos, três rapazes — Kiko Rieser, responsável pela adaptação e dramaturgia, o diretor Chico Ribas e o ator Davi Kinski — criaram o espetáculo Lixo e Purpurina, que fica em cartaz no Espaço Cênico do SESC Pompeia até o dia 3 de abril.

A peça é uma coletânea de dois textos de Caio Fernando (Anotações Sobre o Amor Urbano e o conto homônimo ao espetáculo) e relata as aventuras de um rapaz auto-exilado na Inglaterra dos anos19 70. Leia mais »

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08/04/2010 - 23:06

Beth Goulart interpreta Clarice Lispector

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Michel Fernandes, Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

Beth Goulart interpreta Clarice Lispector

Ela acaba de receber o Prêmio Shell de Teatro, edição do Rio de Janeiro, por sua pungente interpretação da escritora Clarice Lispector no monólogo Simplesmente Eu, Clarice Lispector, em que ela assina, também, a adaptação do texto e a direção, supervisionada por Amir Haddad, cuja estreia paulistana será nesta sexta-feira (9), 19h30, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) de São Paulo.

Depoimentos, trechos de entrevistas e cartas de Clarice serviram de material para que Beth construísse o texto que, além da própria Lispector, traz à cena personagens criadas pela escritora dos romances Perto do Coração Selvagem, Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres, além dos contos Amor e Perdoando Deus. Leia mais »

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09/11/2009 - 14:03

Gritos (Decameron) e Sussurros (Valsa nº6 mais 48 outros)

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Afonso Gentl, especial para o Aplauso Brasil (afonsogentil@aplausobrasil.com)

<i>Valsa nº 5</i>, um, entre os 49, monólogos que estrearam em 2009

Valsa nº 5, um, entre os 49, monólogos que estrearam em 2009

 

O título desta matéria ficaria melhor com um 49 antes da palavra “sussurros”. Por sua vez, os gritos de Decameron (a recente estréia do Teatro Augusta) não são bergmanianos, porque a serviço de uma numerosa e alegre troupe carioca que, desde o saguão, comunga-se com o tagarela público

 

Vamos, então, ao nº 49 antes dos “sussurros” que, doravante, chamaremos com seu nome próprio: monólogo, gênero a que se agrega Valsa nº 6 e que explodiu literalmente em nossos palcos neste 2009, com  incríveis 49 estréias, até outubro, com a média de 5 por mês!

Por uma pesquisa que nos demos o trabalho de fazer, na revista da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte), comemorativa dos 50 anos da respeitada entidade a que pertencemos, confirmamos aquilo que na prática teatral por nós exercida até 1990, como diretor e professor de interpretação, já havíamos identificado: monólogo, sempre foi e continuará sendo um terreno pantanoso, um campo minado para os “operários” do palco, por possibilitar o fantasma do fracasso, ao mesmo tempo que alimenta a vaidade natural de todo intérprete teatral.

 Diante do incrível e inesperado sucesso da atriz Berta Zemel, no monólogo A Vinda do Messias, de Timochenko Webbi, ambos premiados nas suas categorias pela APCA em 1970, a classe teatral ficou na expectativa de um “boom” do gênero (como acontece agora com a malfadada stand-up comedy – comédia em pé -) aguardando novos “atrevimentos” dos seus ícones em atividade. Mas, deu-se o contrário, só de quando em quando, num determinado ano, uma ou duas vezes por ano, o fenômeno acontecia. Assim, nestas ultimas décadas só expoentes do oficio lançaram-se sozinhos aos palcos: Antonio Fagundes (3 vezes, com o atual Restos), Marilia Pêra (2 vezes), Luis Melo , Cleyde Yáconis, Diogo Villela, Juca de Oliveira ( 2 vezes, contando com Happy End, deste ano), Zécarlos Machado (do TAPA), Claudia Mello, Regina Braga, Elias Andreato (especialista, com 3) e pouquíssimos outros navegaram nesse enfrentamento solitário. Isso até 2009…

Por obrigação de ofício, vimos 21 dos 49 solos estreados neste ano: Alberto Guzik, Juliana Galdino, Betty Faria, Marco Antonio Pâmio, Elias Andreatto, Rosaly Papadopol, Mika Lins,  a carioca Inez Viana, o curitibano Leandro Daniel Colombo, Norival Rizzo e, é lógico, Antonio Fagundes, mereceram as boas críticas que tiveram e o reconhecimento do público.

 Longe deste crítico interferir nas decisões dos produtores/atores, mas, realmente, monólogo não cai bem em recém-formado por curso teatral. E muito menos, nas mãos de principiantes. Os monólogos exigem, de quem os faz, muita tarimba na profissão, temperada com um certo sangue frio ao entrar no palco. E aquele indispensável respeito pelo público pagante. Leia mais »

Autor: - Categoria(s): Colaboradores, Críticas Tags: , , , , , , , , , ,
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