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11/04/2012 - 22:49

Cia. Hiato chega ao rol dos melhores coletivos de teatro

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Michel Fernandes*, do Aplauso Brasil/ iG (michelfernandes@superig.com.br)

"O Jardim" - foto de Annelize Tozetto

CURITIBA – Desde 2008, com seu primeiro trabalho – Cachorro Morto –, a renomada crítica teatral Mariangela Alves de Lima chamou minha atenção para essa jovem Cia. Hiato, destacando que o grupo “apresentava um trabalho bastante interessante”, à procura de uma dramaturgia que dialogasse com a cena que desejavam realizar. Assisti ao espetáculo e me encantei pelo que vi: jovens talentosos e com muita disciplina na realização do trabalho. Por questões que não interessam ser abordadas aqui, perdi Escuro, segundo trabalho do grupo, e graças ao Festival de Curitiba, tive o prazer de assistir O Jardim, texto e direção de Leonardo Moreira, que estreou ano passado e, sem dúvidas, se a tivesse assistido seria voto certo no prêmio em que sou jurado, o APCA.

"O Jardim" - foto de Annelize Tozetto


Conteúdo e forma são aliados em O Jardim que traz um delicado, comovente, hilário e tenso exercício de memórias esparsas, de épocas diferentes e cruzadas, da vida de um senhor, preso na catatonia de seu Mal de Alzheimer e prestes a ser levado a um asilo. Leia mais »

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14/10/2011 - 23:14

O Prometeu da Cia. Balagan entra em cartaz no TUSP

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (aplauso@gmail.com)

"Prometheus - A Tragédia do Fogo" - Creditos Mônica Côrtes

SÃO PAULO – Depois de anos de pesquisa, incluindo apresentações públicas que permitiram afinar ainda mais o espetáculo, a Cia. Teatro Balagan apresenta Prometheus – A Tragédia do Fogo, dramaturgia de Leonardo Moreira e direção de Maria Thaís, além de uma série de atividades paralelas, no TUSP, para celebrar os 12 anos do grupo.

Na mitologia grega, Prometeu pertence aos mitos de fundação e origem da raça humana. Quando Zeus instaura seu novo reinado, incumbe seu aliado, o titã Prometeu (aquele que pensa antes) e seu irmão Epimeteu (aquele que pensa depois), da distribuição dos dons entre os seres vivos. Epimeteu o faz sozinho e esquece do homem. Prometeu rouba o fogo dos deuses e entrega aos humanos. Castigado, ele é preso ao Cáucaso onde uma águia, durante os dias devora-lhe o fígado, que se regenera durante as noites. Mais tarde, Prometeu é libertado por Héracles.

"Prometheus - A Tragédia do Fogo" - Creditos Fernando Martinez

Prometheus – A Tragédia do Fogo faz uma arqueologia desse mito. As vozes dos atores-narradores, das personagens do mito e do coro se sobrepõem e se articulam no relato dos diversos acontecimentos que compõem a narrativa – a criação do homem, a separação dos deuses e dos homens, do homem e da natureza, dos irmãos Prometeu/ Epimeteu, o roubo do fogo, a condenação do titã ao Cáucaso e sua libertação entre outros.

A encenação, ainda que tenha a palavra como principal meio expressivo, traça relações, paralelos e fricções com outras formas de expressão, como o canto e a dança – mais especificamente com os atos, gestos que compõem as danças dos orixás. Assim, ao lado das narrativas, por meio do espaço cênico, da sonoridade, dos cantos gregos e danças afro-brasileiras, o espetáculo estabelece um espaço de cruzamento entre mundos que, aparentemente, são apartados – o passado e o presente, o tempo mítico e o tempo cronológico, as mitologias grega e africana, entre outros.

Em entrevista ao Aplauso Brasil, Maria Thaís fala sobre a construção do espetáculo, a linha de pesquisa da Balagan e projetos vindouros.

Aplauso Brasil – O que deu início ao desejo em mergulhar nos estudos da tragédia de Prometeu?

Maria Thaís – Leia mais »

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