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01/02/2010 - 16:33

Duas que vale conferir

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Maria Lúcia Candeias, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

<i>Teatro Para Pássaros</i> -Daniel Gaggini e Ana Füser - foto de Cacá Bernardes-

Teatro Para Pássaros -Daniel Gaggini e Ana Füser - foto de Cacá Bernardes-

A Cia. de Teatro Encena apresentou em suas últimas montagens, com exceção de Leonor de Mendonça (Gonçalves Dias), textos experimentais em que o ponto de vista dos jovens de agora é contraposto à visão dos atuais coroas. Desta vez mudou de foco encenando ninguém menos que Jorge Andrade, Os Ossos do Barão, em cartaz no Teatro Ruth Escobar.

O autor paulista, em Os Ossos do Barão, analisa os efeitos da crise de 1929, que empobreceu os donos de fazenda e de cujos efeitos foi possível se salvar graças ao café e à imigração italiana.

Dois interesses a princípio antagônicos, mas que acabam se compondo como é hábito em nosso país pouco afeito à guerras, apesar de ter participado de algumas e criado revoluções mais ou menos localizadas. Talvez esse seja o foco que o grupo defende e enfatiza, pois é com o qual conta com a empatia da plateia. Há interesse do público do começo ao fim, inclusive rindo nas partes cômicas. Leia mais »

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07/01/2010 - 21:44

Clássico de Jorge Andrade ganha montagem da Cia. de Teatro Encena

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Michel Fernandes, especial para o Último Segundo (michelfernandes@superig.com.br)

<i>Os Ossos do Barão</i>, clássico da dramaturgia moderna brasileira

Os Ossos do Barão, clássico da dramaturgia moderna brasileira

Mesmo que o nome de Nelson Rodrigues protagonize as apologias de principal dramaturgo brasileiro, o paulista Jorge Andrade, seu contemporâneo, tem semelhante importância na história da dramaturgia brasileira moderna. Um de seus textos consagrados, Os Ossos do Barão, ganha montagem dirigida por Orias Elias, que estreia nesta sexta-feira (8), 21h, na sala Dina Sfat do Teatro Ruth Escobar.

Em A Moratória, outro texto consagrado do autor, o foco temático é a transformação social de uma sociedade rural, dependente da exportação do café, para um universo urbano em que as formas para o sustento financeiro são absolutamente diferentes. Já em Os Ossos do Barão o período seja o mesmo, ou seja a crise de 1929 no abalo estrutural da sociedade paulistana, o foco temático passa a ser o desejo pela ascensão social.

O protagonista da trama é Egisto Ghiroto, imigrante italiano que trabalhava, como empregado, na fazenda do Barão de Jaraguá. Com a Revolução Industrial, Egisto enriquece e torna-se proprietário de tudo que pertenceu ao Barão no passado (inclusive os ossos e sua cripta mortuária). Apesar de rico e dono de tantos bens, Egisto está descontente, pois não possui qualquer título de nobreza. Seu sonho, portanto, é concretizar o casamento de seu filho Martino com Isabel, bisneta do Barão de Jaraguá. Em busca desse sonho, Egisto põe um plano em prática, visando a atrair a família de Isabel para uma armadilha que envolve os ossos do barão. Leia mais »

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