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07/03/2012 - 22:38

Antonio Abujamra dirige texto inédito de Dib Carneiro Neto

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (Michel@aplausobrasil.com)

"Paraíso" - foto de Otávio Dantas

SÃO PAULO – O jornalista e dramaturgo Dib Carneiro Neto, apesar da curta carreira como autor teatral, tem em seu currículo trabalhos de relevo, seja pela competência, inclusive como tradutor (Calígula), ou pelos gabaritados profissionais com quem trabalhou (Gabriel Vilella, Paulo Autran  e Elias Andreato são alguns exemplos) e épelas mãos do veterano ator e diretor Antonio Abujamra que seu novo texto, Paraíso, chega ao Teatro do SESC Belenzinho nesta sexta-feira (9).

Miguel Hernandez e Nathália Corrêa dão vida ao casal  que, depois de longo período de relacionamento, decidem acertar as contas desse relacionamento já que se encontram num espaço indefinido em que devem viver para sempre e que pode ser um paraíso, ou uma prisão. O porquê dessa condição, não se sabe, pois entre eles só havia uma paixão não realizada. E há o filho dele, que não sabemos se foi morto ou não pelo próprio pai e nem os motivos que levam a essa questão.

Com direção de Antonio Abujamra, o texto original de Dib Carneiro Neto investiga questões existenciais. Esse casal, forçado ao convívio eterno, mostra-nos cruamente as crises, os delírios, as agressões e paixões possíveis nos grandes relacionamentos amorosos.

Segundo Abujamra, o teatro exige o coletivo e a carne. O coletivo se revela na atuação de dezenas de atores que interpretam o filho ausente.

“O que é bom em segredo, é melhor em público”, já dizia Pirandello e Leia mais »

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09/11/2010 - 23:35

Simplicidade é a tônica de “Dizer e Não Pedir Segredo”

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Maurício Mellone, para o site Favo do Mellone parceiro do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Ponto de partida de peça é o livro "Devassos no Paraíso", de João Silvério Trevisan

Com entrada franca, peça é o resultado de pesquisa dos atores e da direção sendo o livro “Devassos no Paraíso – A homossexualidade no Brasil, da Colônia à Atualidade”, de João Silvério Trevisan,  ponto de partida do espetáculo.

Para que a magia do teatro aconteça basta que haja o ator que irá contar uma história e alguém para ouvi-la. Este é o caminho mais simples e, por isso mesmo, talvez o mais difícil! No entanto, o que se vê hoje em dia é o uso, às vezes exagerado, da parafernália tecnológica existente para cenário, iluminação, trilha sonora e figurino. O essencial do teatro — o ator trocando energia diante da platéia — é posto em segundo plano.

Mas em “Dizer e Não Pedir Segredo”, o simples é a tônica! Numa composição coletiva entre os atores e a direção do grupo Teatro Kunyn, a peça é o resultado de uma longa pesquisa cujo objetivo era refletir sobre a homossexualidade no Brasil, “de tentar entender o que seria a construção de uma identidade gay em paralelo à construção de uma identidade brasileira”, segundo Luiz Fernando Marques, que assina a direção. O livro “Devassos no Paraíso – A homossexualidade no Brasil, da Colônia à Atualidade”, de João Silvério Trevisan, foi o ponto de partida da montagem.

E o simples é levado ao pé da letra: tudo acontece numa sala de um apartamento, onde a platéia bem reduzida (20 pessoas), entra pelo elevador do edifício e ao chegar à sala, escolhe onde sentar e é convidada a pegar um dos adereços que servirá para que os atores (Luiz Gustavo Jahjah, Paulo Arcuri e Ronaldo Serruya) desenvolvam as histórias. Leia mais »

Autor: - Categoria(s): Artigos, Resenhas e Crônicas, Colaboradores Tags: , , , , , , , , , , , , , ,
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