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11/02/2011 - 16:57

Vivendo de recordações

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Crítica da peça Recordar é Viver por Michel Fernandes (michel@aplausobrasil.com) publicada na edição de 10 de fevereiro de 2011 no jornal Diário de São Paulo

Suely Franco e Sérgio Britto na peça "Recordar é Viver"

Em muitos momentos o espetáculo Recordar é Viver nos leva ao riso. Não por situações cômicas, nem por piadas certeiras, daquelas que atingem o alvo, mesmo que a seta seja de extremado mau-gosto. Não, esse não é o caso do texto de estreia do jornalista e historiador Hélio Sussekind, mesmo que não alcance satisfação plena. O riso vem por reconhecermos em cena o ridículo em nós mesmos. Quão estáticos estamos por medo do desconhecido, do que está do outro lado do muro das convenientes e, supostamente seguras, recordações?

Com um singelo mote temático – podemos, inclusive, chamar de óbvio -, a peça se propõe a lançar um olhar para os atuais valores familiares, tomando como fio condutor a história de Henrique (José Roberto Jardim, em boa composição), um homem de 30 anos que deseja ser escritor, mas não consegue avançar nos planos de sua vida por estar preso às repetidas recordações de seus pais. Leia mais »

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09/11/2010 - 23:35

Simplicidade é a tônica de “Dizer e Não Pedir Segredo”

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Maurício Mellone, para o site Favo do Mellone parceiro do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Ponto de partida de peça é o livro "Devassos no Paraíso", de João Silvério Trevisan

Com entrada franca, peça é o resultado de pesquisa dos atores e da direção sendo o livro “Devassos no Paraíso – A homossexualidade no Brasil, da Colônia à Atualidade”, de João Silvério Trevisan,  ponto de partida do espetáculo.

Para que a magia do teatro aconteça basta que haja o ator que irá contar uma história e alguém para ouvi-la. Este é o caminho mais simples e, por isso mesmo, talvez o mais difícil! No entanto, o que se vê hoje em dia é o uso, às vezes exagerado, da parafernália tecnológica existente para cenário, iluminação, trilha sonora e figurino. O essencial do teatro — o ator trocando energia diante da platéia — é posto em segundo plano.

Mas em “Dizer e Não Pedir Segredo”, o simples é a tônica! Numa composição coletiva entre os atores e a direção do grupo Teatro Kunyn, a peça é o resultado de uma longa pesquisa cujo objetivo era refletir sobre a homossexualidade no Brasil, “de tentar entender o que seria a construção de uma identidade gay em paralelo à construção de uma identidade brasileira”, segundo Luiz Fernando Marques, que assina a direção. O livro “Devassos no Paraíso – A homossexualidade no Brasil, da Colônia à Atualidade”, de João Silvério Trevisan, foi o ponto de partida da montagem.

E o simples é levado ao pé da letra: tudo acontece numa sala de um apartamento, onde a platéia bem reduzida (20 pessoas), entra pelo elevador do edifício e ao chegar à sala, escolhe onde sentar e é convidada a pegar um dos adereços que servirá para que os atores (Luiz Gustavo Jahjah, Paulo Arcuri e Ronaldo Serruya) desenvolvam as histórias. Leia mais »

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14/09/2010 - 20:59

Peça convida público a dar sua sentença

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Luís Francisco Wasilewski, especial para o Aplauso Brasil (lfw@aplausobrasil.com)

"Veredicto: peça suspeita" estreia sexta no Espaço dos Parlapatões

Uma aposta entre cinco jogadores é o ponto de partida para a criação de uma trama de suspense. Em Veredicto: peça suspeita – que estreia na próxima sexta-feira (17), às 21h, no Espaço Parlapatões – cada espectador é responsável por organizar as peças de um jogo, onde aparecem blefes e falsas pistas, para que, ao final, possa dar sua própria sentença.

Inspirado nas obras dos cineastas Alfred Hitchcock e David Lynch, o espetáculo convida o público a participar de um jogo de mistério no qual não é possível indicar um único desfecho. A plateia acompanha o desenrolar de um enigma através de cenas fragmentadas, tais como pistas que constituem peças de um jogo de quebra-cabeças, nas tramas de crime, chantagem e corrupção que envolvem os seus personagens. Leia mais »

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30/08/2010 - 15:10

39 Degraus não é cópia da versão original

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

Danton Mello interpreta dezenas de personagens

Apesar de se tratar de uma peça que vem de seqüenciais sucessos, tanto na Broadway (Nova Iorque) quanto no West End (Londres), os atores e o diretor da montagem nacional de 39 Degraus que terá apresentação especial para convidados e imprensa hoje, no Teatro do Shopping Frei Caneca, são enfáticos ao afirmar que a encenação não segue “uma cartilha que trará sucesso absoluto”.

“A montagem brasileira terá o nosso jeito. Nós queremos também ser criadores e não apenas executores de algo que é sucesso, o que acontece em alguns musicais, por exemplo”, diz Dan Stulbach.

O filme de Alfred Hitchcock, 39 Degraus, dá o nome e a base da trama que coloca em cena centenas de personagens interpretados por apenas quatro atores. Leia mais »

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18/08/2010 - 10:26

Pra quem curte besteirol

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Maria Lúcia Candeias, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Novo espetáculo da Encena

Provocar riso fácil é o que acontece em A Peça é Comédia?. Escrito pelo jornalista Gilberto Amêndola, o texto trata da morte e de sua existência. Será real mesmo? com grande humor notável, digno de um jovem que não a leva a sério, bem, quem sabe. Bem dirigida por Orias Elias, tudo dá a sensação de um ensaio que não chega a virar espetáculo pronto. A platéia rola de rir do besteirol interpretado com eficiência pelo próprio diretor que contracena com Cláudio Bovo e Walter Lins e está em cartaz na sala Experimental do Teatro Augusta.

Outra boa sugestão é a nova peça do Mario Viana. Não sei se um jovem atual vai concordar com essa classificação e os jovens costumam ser o público que Viana mais atinge com grande sucesso.

No caso de Vamos?, trata-se de várias tentativas de estabelecer um “ménage a trois ou a quatre”. Leia mais »

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