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02/05/2011 - 18:30

Ele nunca usou black-tie

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Afonso Gentil, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

José Renato Pécora morre aos 85 anos

Esse JOSÉ RENATO nunca precisou (nem quis) usar o black-tie cultural (leia-se marketing) para provar que, em matéria de teatro, a tônica é arregaçar as mangas e ordenar “Ação!”.

Desde que se formou na 1a. Turma do Curso de Interpretação na EAD (Escola de Arte Dramática) de São Paulo, em 1950, José Renato não parou um minuto: quando não estava em Paris como assistente de expoentes do teatro da época, como Jean Vilar e René Clair, ou na Itália, desvendando com Giorgio Sthreller  os segredos dos palcos, sua primeira iniciativa (que ficaria como um marco do teatro paulista) foi importar dos Estados Unidos uma nova modalidade de espaço de representação teatral: a arena, com os tensos atores rodeados por uma desconfiada platéia de chiques do velho TBC. Isso aconteceu no Museu de Arte Moderna, exatamente no dia 11 de abril de 1953.

O estranhamento dessa estreia, não intimidou o pragmático encenador, que algumas montagens  e um ano depois inaugurava o Teatro de Arena, esse mesmo da rua Teodoro Baima.

Os primeiros anos do novidadeiro Arena foram de respeitável repertório internacional, que incluiu os franceses Marcel Achard e Molière, Pirandello (O Prazer da Honestidade e Não Se Sabe Como), Tennessee Williams (À Margem da Vida), e John Steinbeck, com seu denso Ratos e Homens (consta que, numa noite, chegando atrasada, uma amiga da atriz Riva Mimitz, desconhecendo o espaço cênico, foi direto abraçá-la efusivamente, gafe que só percebeu ao  olhar ao redor …). Leia mais »

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02/05/2011 - 13:56

Teatro dá adeus a José Renato

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

O Teatro murcho: morreu Zé Renato

Uma das figuras mais importantes da História do Teatro Brasileiro, o ator e diretor José Renato, um dos fundadores do Teatro de Arena, morreu na madrugada de domingo (1º) para segunda-feira (2), quando ia embarcar para o Rio de Janeiro, como faz sempre após o espetáculo em que estava em cartaz, Doze Homens e Uma Sentença.

Ele deixa um importante legado teatral como a primeira montagem, em 1958, de Eles Não Usam Black-tie, e a criação/ manutenção do Centro Popular de Cultura (CPC) da UNE.

Abaixo segue o texto que o jornalista, ator e companheiro de cena em Doze Homens…, Oswaldo Mendes, escreveu sobre Zé Renato. Leia mais »

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