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25/07/2011 - 22:11

Ciranda nas voltas que a vida dá

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (Michel@aplausobrasil.com)

Daniela Galli, Célia Forte e Tânia Bondezan

Há um movimento singelo, perene e ambíguo nas voltas que a vida dá. Seguindo o trajeto da existência, Célia Regina Forte decalca emoção em doses cavalares, sem perder os recortes cômicos da vida-nossa-de-cada-dia, em seu segundo texto a ser encenado, Ciranda, dirigido por José Possi Neto, em cartaz de sexta a domingo no aconchegante Teatro Eva Herz.

Os figurinos, de beleza ímpar, assinados por Fábio Namatame (também o autor do cenário, a casa de Lena, formando um painel com colagens de fotos e cartazes de ídolos da juventude nos anos 1960/ 70, uma verdadeira obra de arte), deixa evidente a linha que norteia a concepção de Possi: as roupas de Lena (Tânia Bondezan), a mãe, dona de um restaurante vegetariano, remetem ao universo hippie, desapegado dos valores materiais, típicos de sua geração; já Boina (Daniela Galli), a filha que teve aos 17 anos, usa uma roupa sintética, uma espécie de tailleur preto, cabelos presos num coque, que definem bem sua personalidade oposta a da mãe. Ela é o produto de uma burguesia capitalista, ligada ao poder e aos benefícios obtidos com o dinheiro. Entretanto, o texto passa ao largo da discussão de ideologias opostas das personagens, sobrando espaço para situações cômicas que pontuam a vida entre gerações opostas.

Num segundo momento, Célia propõe um interessante jogo dramático: Leia mais »

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18/11/2010 - 13:58

Testes para “New York, New York – O Musical”

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

Robert De Niro e Liza Minelli no filme "New York, New York" (1977), dirigido por Martin Scorsese

Até o próximo dia 30, atores, atrizes, bailarinos e músicos podem inscrever-se para as audições de “New York, New York – O Musical”, de Earl Mac Rauch, dirigido por José Possi Neto, com estreia prevista para abril de 2011, no Teatro Bradesco.

Os ensaios ocorrerão entre janeiro e março na cidade de São Paulo e a previsão é de quatro meses de temporada no Teatro Bradesco com sete sessões semanais.

As inscrições devem ser feitas pela Internet (CLIQUE AQUI PARA IR ATÉ A PÁGINA DE INSCRIÇÃO) sendo os testes realizados entre 05 e 08 de dezembro de 2010, em local e horários a serem informados apenas aos candidatos pré-selecionados através da análise preliminar dos currículos.

O musical de Earl Mac Rauch teve adaptação para o cinema, em 1977, com roteiro do próprio autor em parceria com Mardik Martin, dirigido por Martin Scorsese, protagonizado por Liza Minelli e Robert De Niro.

Envie seu material e boa sorte!

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05/09/2010 - 17:53

Espetáculo e “dancing” maravilhosos no Estúdio EMME

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Maria Lúcia Candeias, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Elenco de "Emoções Baratas"

O antigo Avenida Club mudou o nome para Estúdio EMME, mas é no mesmo lugar, com tudo como sempre. Ás 21h há espetáculos em vários dias da semana e às 11 da noite vira balada e “dancing”: Estúdio EMME é tão dance como o Avenida e também tão teatro quanto. Vale a pena ir pra dançar e, mais ainda (eu não sei dançar direito), para assistir Emoções Baratas.

Inclusive quem assistiu esse mesmo espetáculo há cerca de vinte anos na inauguração do Avenida vai amar. É o máximo e imperdível. O roteiro, e a encenação também, são de José Possi Neto, a direção musical é de Guga Stroeter. Espetáculo e música são um arraso; especialmente devido à coreografia do Possi que se baseia em dança de salão. Difícil não gingar mesmo sentado na cadeira. Leia mais »

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17/02/2010 - 15:05

Grande estreia!!!!!!!!

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Maria Lúcia Candeias, especial para o Aplauso Brasil

Lúcia Veríssimo e Raphael Viana em USUFRUTO

Lúcia Veríssimo e Raphael Viana em USUFRUTO

Será que Usufruto é mesmo a primeira peça que Lúcia Veríssimo escreveu? Fui até olhar se ela é filha dos Veríssimos do Rio Grande do Sul (Érico ou Luiz Fernando), mas não, ela nasceu no Rio de Janeiro (pai paraibano). Sua competência como dramaturga estreante provavelmente se alicerça na sua enorme experiência como atriz de teatro, cinema e TV.  É surpreendente!

Tudo se passa no interior de um apartamento ainda acabando de ser construído e que já tem dois compradores interessados: uma mulher (a própria autora) e um homem em vias de casar-se (Raphael Viana). Além do conflito imobiliário, passam a discutir posturas de vida e experiências amorosas, num papo de uma atualidade não muito comum em nossos palcos. É imperdível. Leia mais »

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01/12/2009 - 23:58

A Loba em lugar do Lobo

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Michel Fernandes, especial para o Último Segundo (michelfernandes@superig.com.br)

Maria Maya, Christiane Torloni e Leonardo Franco em <i>A Loba de Ray Ban</i>

Maria Maya, Christiane Torloni e Leonardo Franco em A Loba de Ray Ban

 

Quando dirigiu a primeira montagem do texto escrito pelo ator Renato Borghi, O Lobo de Ray-Ban, o diretor José Possi Neto contou com o ator Raul Cortez no papel do protagonista e levou, então, os principais prêmios de teatro na época. Agora o Lobo é A Loba de Ray-Ban, novamente sob direção de José Possi Neto, trazendo a atriz Christiane Torloni no papel da atriz, dona da companhia que é pano de fundo do espetáculo que navega a nau da metalinguagem.

Após uma tumultuada sessão-despedida do ator que, na vida real, é marido de Júlia Ferraz (Christiane Torloni), a grande atriz dona da companhia, a empresária simula em seu camarim algumas formas de cometer o homicídio do mesmo que abandonou o teatro para estrelar uma telenovela.

Durante esse “quase-monólogo”, Júlia evoca em sua memória, vivenciada por meio de flashbacks, fragmentos de sua trajetória, de como se deu seu casamento com o ator e, também, o romance iniciado com uma jovem atriz, interpretada por Maria Maya, símbolo do dilacerar de seu casamento.

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