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16/11/2011 - 22:26

Monólogo sobre Síndrome do Pânico estreia no SESC Pinheiros

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Redação do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Gabi Brites atua e escreveu "Nariz Pra Fora D’água"

SÃO PAULO – Uma atriz sentada de costas para o público. Durante o espetáculo ela vai se revelando, na medida em que se torna capaz de enfrentar o olhar direto da plateia. A atriz vê e conversa com o público por dois monitores e terá seu rosto projetado nas próprias costas. Com essa mescla de teatro e vídeo, o monólogo Nariz Pra Fora D’água estreia nesta sexta-feira (18), às 20 horas, no Auditório do SESC Pinheiros. A montagem, com atuação e texto da atriz e cineasta Gabi Brites, tem direção de Georgette Fadel e foi contemplada com o Prêmio Funarte Myriam Muniz 2010.

Em Nariz Pra Fora D’água, a personagem relata sua dificuldade de exposição aos olhos do mundo. Ela não se sente apta a encarar o público, embora ela saiba que o tenha que fazer. Por isso o espectador pode assistir às cenas – que a atriz não tem a priori, coragem de revelar – mediadas pela tela “protetora” da lente de uma câmera.

Envolvida com o universo teatral desde pequena, a atriz Gabi Brites morava no Rio de Janeiro e estava trabalhando em um espetáculo quando teve Síndrome do Pânico.

“Isso foi há nove anos. Como não tinha mais condições de subir no palco, larguei tudo e virei publicitária”, conta ela, que depois de um tempo achou que deveria compartilhar o assunto com outras pessoas. Leia mais »

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10/11/2011 - 18:41

“Alegres Humoristas” versus “Tristes Piadistas”

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Afonso Gentil*, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Marcelo Médici e Ricardo Rathsam na hilária "Eu Era..."

SÃO PAULO – Nossa vã filosofia jamais iria supor que o humor fosse virar caso de polícia. Consequência lógica do assustador uso da linguagem chula, da atitude cafajeste e do excesso de escatologia ao gosto de adolescentes, que dominam a maioria dos shows (?) da chamada Comédia em Pé (Stand Up-comedy)? Com certeza: muitos desses piadistas brotam da Internet com a rapidez dos coelhos,  minando a saúde do riso.

Bom lembrar que espetáculo solo, de um comediante de fato, tem toda uma logística de encenação que vai muito além da “roupa do corpo” e do microfone, a começar por um texto cuidadosamente selecionado.  Daí nos determos hoje em dois  exemplares do gênero: Eu Era Tudo Para Ela e Ela Me Deixou no Teatro da FAAP e Solidão,  A Comédia no N.Ex.T.

Esses piadistas, sem a indispensável graça natural, ou seja, de talento raquítico, deveriam embarcar conosco, num passeio icônico  pelo humor dos ídolos  das ultimas décadas até agora. Desde os antológicos solos dos intrépidos e corajosos Chico Anísio e Juca Chaves, passando pelos donos insuperáveis da piada de cunho deslavadamente surreal Ary Toledo e José Vasconcelos. Ou prestando a maior das atenções nos ingênuos do “pau oco” (duplo sentido) Mazzaropi, no cinema e Ronald Golias, na televisão. Ou ainda nas contundentes  sátiras de Jô Soares, herdadas naturalmente, pelo estilo espontâneo de Hugo Possolo.

HUMOR BURILADO POR AUTORES TALENTOSOS

À  maneira do famoso James Bond, vamos à apresentação: o nome dele é Boechat, Emílio Boechat. Assim deveria ser tratado esse talentoso autor, de poucas obras teatrais, mas centenas de roteiros para televisão. Boechat é o responsável primeiro  pelo concorrido cartaz do Teatro Faap, Eu Era Tudo Para Ela e Ela Me Deixou,  veículo para a cachoeira de risos em que se tornou o ator Marcelo Médici  desde Cada um Com Seus Pobrema.

Emilio Boechat está à espera de um ensaísta que se debruce sobre a sua tão verdadeira quanto cruel visão da contemporaneidade. Mas já dá para entrevê-la pelos tipos, pelos diálogos e pelo calvário percorrido pelo protagonista, a partir do momento em que sua entediada esposa despeja-o, literalmente, do seu próprio lar. Vamos acompanhar o desmonte impiedoso de um homem, como o fizeram Kafka (O Processo) e Brecht (Um Homem é um Homem). Dito assim,  parece um  tragicomédia existencialista. Que ela é! Mas, nas incontáveis mãos de Marcelo Médici e de seu surpreendente colega de cena, Ricardo Rathsam em formidável desempenho, o riso, involuntário ou não, é irreprimível, fazendo da montagem do FAAP um das melhores comédias em safras recentes.

SOLIDÃO, A COMÉDIA

Não é novidade, mas o tempo decorrido entre a montagem de Diogo Vilela e esta, com Mauricio Machado, recria com frescor e comedida melancolia, às vezes, um louco passeio pela solidão de diferentes tipos humanos, saído da mente criativa do saudoso Vicente Pereira, de vida breve, autor de Solidão. Leia mais »

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31/12/2010 - 13:49

Para que serve a crítica de teatro?

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Artigo de Michel Fernandes, especial para o jornal Diário de São Paulo

saiu na edição impressa de 28 de dezembro de 2010

Bárbara Heliodora, a crítica teatral mais polêmica do Brasil

A importância de reconhecer a responsabilidade ao se escrever artigos sobre peças teatrais e se entregar à dúvida e ao questionamento

Dois dos principais objetivos de uma crítica teatral são propagar a reflexão sobre um espetáculo de teatro e mapear o momento histórico pelo qual passa o teatro, independente de julgamentos, em busca única da descrição da cena contemporânea ao crítico.
 
Em artigo de Sábato Magaldi lemos que a crítica comete muitos erros de avaliação, mas são equívocos necessários para propagar a reflexão acerca dos novos fenômenos teatrais, ponto que vai de acordo com as ideias da dramaturga Marici Salomão, de que a crítica é uma das bases da percepção, discussão e difusão de novos caminhos das artes cênicas. Leia mais »

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08/04/2010 - 05:20

Mônica Martelli de volta a São Paulo

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Luís Francisco Wasilewski, especial para o Aplauso Brasil (lfw@aplausobrasil.com)

Mônica Martelli em cena

Ela está de volta a São Paulo com a sua deliciosa comédia que completou cinco anos em cartaz e foi vista por mais de um milhão de espectadores. Mônica Martelli volta a São Paulo, onde nos anos de 2007 e 2008 reinou absoluta no palco do Teatro Procópio Ferreira, no Teatro do Shopping Frei Caneca nesta sexta-feira (9).

Sua peça Os Homens são de Marte… E é pra lá que eu vou! trata do grande dilema vivido pelas mulheres solteiras: a busca de um grande amor. Toda mulher já foi, é, ou será protagonista desta história de aventuras, encontros, desencontros, solidões, equívocos, adrenalinas, ilusões, alegrias, dúvidas. Leia mais »

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