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14/07/2010 - 21:05

O Despertar da Primavera – O Musical está de volta a SP

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

Pierre Baitelli e Malú Rodrigues protagonizam musical adaptado de peça de Wedekind

A excelência do teatro musical realizado no país, a cada nova estreia, sobretudo as assinadas por Charles Möeller e Cláudio Botelho (segundo biografia de Tânia Carvalho, Os Reis do Musical), avança incontáveis degraus de aperfeiçoamento reconhecido até pelos menos simpáticos ao gênero. Em O Despertar da Primavera – O Musical, criação de Steven Sater e Duncan Sheik com base na peça homônima do final do século 19, do alemão Frank Wedekind, o que se vê em cena é uma requintada de discussões, propostas por Wedekind, dos tabus que cercam o rito de passagem.

A canção que abre o musical, Mama who bore me (Mamãe me explica), traz num dos significados da palavra bore, (atravessar) a chave do que o espetáculo, atualmente cumprindo curta temporada em São Paulo – a segunda, atendendo pedidos – no Teatro do Shopping Frei Caneca, mesmo que se pense que alguns tabus que ele apresenta já estejam superados nesse século 21, ainda sejam totalmente presentes numa pseudo-evolução de nossa sociedade que continua a protelar discussões mais aprofundadas, ficando apenas à beira dos tabus e fingindo os romper seriamente, do que guiar os mais jovens nessa travessia de sua primavera, o ritual de passagem entre a infância e a adolescência, período em que tantos são os instintos despertados. E a incapacidade da mãe de Wendla, protagonista da trama, em falar franca e profundamente sobre sexo repercute no final da trajetória da personagem. Leia mais »

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19/04/2010 - 13:49

Requintado ritual de passagem

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Michel Fernandes, especial para o Último Segundo (michel@aplausobrasil.com)

Rodrigo Pandolfo e Pierre Baitteli em O DESPERTAR DA PRIMAVERA - O MUSICAL

A excelência do teatro musical realizado no país, a cada nova estreia, sobretudo as assinadas por Charles Möeller e Cláudio Botelho (segundo biografia de Tânia Carvalho, Os Reis do Musical), avança incontáveis degraus de aperfeiçoamento reconhecido até pelos menos simpáticos ao gênero. Em O Despertar da Primavera – O Musical, criação de Steven Sater e Duncan Sheik com base na peça homônima do final do século 19, do alemão Frank Wedekind, o que se vê em cena é uma requintada de discussões, propostas por Wedekind, dos tabus que cercam o rito de passagem.

A canção que abre o musical, Mama who bore me (Mamãe me explica), traz num dos significados da palavra bore, atravessar, a chave do que o espetáculo, mesmo que se pense que alguns tabus que ele apresenta já estejam superados nesse século 21, ainda sejam totalmente presentes numa pseudo-evolução de nossa sociedade que continua a protelar discussões mais aprofundadas, ficando apenas à beira dos tabus e fingindo os romper seriamente, do que guiar os mais jovens nessa travessia de sua primavera, o ritual de passagem entre a infância e a adolescência, período em que tantos são os instintos despertados. E a incapacidade da mãe de Wendla, protagonista da trama, em falar franca e profundamente sobre sexo repercute no final da trajetória da personagem.

Frank Wedekind, autor do original (final do século 19) não teve o prazer de assistir sua primeira montagem, pois, publicado em 1891 imediatamente o texto teve seus direitos de encenação cassados pelas autoridades alemãs.

Não é de se admirar que numa sociedade que prefere varrer assuntos indigestos para baixo do tapete hipócrita do moralismo exacerbado, uma peça que desvela tantos tabus como O Despertar da Primavera, incomodasse. Assuntos como o despertar da sexualidade, aborto, suicídio, falta de diálogo entre pais e filhos, incesto, pedofilia, abuso sexual, entre outros, estão em carne viva para um sistema que não deseja sequer se aproximar da ferida.

Embora pensemos que alguns tabus estejam superados, infelizmente, em pleno século 21, o diálogo entre pais e filhos, mesmo que a pauta das conversas entre ambos tenha se alargado, continua deficitário na resposta ao apelo do adolescente para guia-lo nesse período de travessia. Leia mais »

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17/04/2010 - 01:30

Veja uma galeria de fotos de O Despertar da Primavera – O Musical

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Crédito das fotos Marcos Mesquita

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05/03/2010 - 16:44

O Despertar da Primavera chega a São Paulo

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Luís Francisco Wasilewski , especial para o Aplauso Brasil (lfw@aplausobrasil.com)

O DESPERTAR DA PRIMAVERA em versão musicalSucesso de público e crítica no Rio de Janeiro, com cinco indicações ao Prêmio Shell O Despertar da Primavera é o novo musical dos midas do Teatro Musical Brasileiro, Charles Möeller e Claudio Botelho a chegar aos palcos paulistas. Com produção da Aventura Entretenimento, o espetáculo estreia em São Paulo na próxima sexta-feira, dia 12 de março, no Teatro Sergio Cardoso.

A versão musical do espetáculo, criada com base no texto original do alemão Frank Wedekind, estreou em 2006 no circuito Off-Broadway e, no mesmo ano, chegou aos palcos da Broadway.

“A união do rock com um texto de 1891 foi um escândalo. É diferente de tudo o que vinha rolando lá nos últimos anos, absolutamente vanguardista”, empolga-se Claudio.

Para Charles Möeller, “a grande sacada é colocar a música de hoje relacionada aos jovens daquela época. Seus gritos e buscas permanecem os mesmos. Em 2009, podemos usufruir da liberdade total, mas continuamos sofrendo das mesmas doenças e inseguranças. O tempo passou, mas a essência do homem se mantém oprimida muitas vezes, especialmente diante da Família, da Igreja e do Estado”. Leia mais »

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05/03/2010 - 16:19

O Despertar da Primavera, versão de Charles Moeller e Claudio Botelho

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Por Francisco Taunay para Opinião e Notícia.

À partir dessa crítica, selamos nossa nova parceria com o site carioca Opinião e Notícia.

Há cerca de três anos estreou na Broadway a adaptação musical da peça de Frank Wedekind, de 1891, “O Despertar da Primavera”. Sucesso nos EUA até hoje, esse musical foi praticamente copiado em termos das músicas e cenários nessa versão para os palcos brasileiros. Seria lugar comum criticar o espetáculo com uma lente de aumento que revelasse simplesmente seu aspecto americano, de musical do Off-broadway e depois da Broadway. Leia mais »

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23/09/2009 - 18:10

Um grande artista atinge a eternidade em sua obra

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Michel Fernandes, especial para o Último Segundo (michel@aplausobrasil.com)

Pina Bausch em <i>Café Müller</i> (1978)

Pina Bausch em Café Müller (1978)

 

Artistas são imortais? Nem todos, apenas aqueles cuja alma transborda em sensibilidade e, assim, deixam um rasto de magnitude que embevecem almas extemporâneas às criações artísticas que deixam como legado às futuras gerações. Com tal arrebatamento e certeza de que ,mesmo morta tão jovem (68 anos apenas), Pina Bausch permanecerá eterna em sua arte, ficamos ao assistirmos tão belo programa – Café Müller e A Sagração da Primavera – apresentado na Temporada de Dança 2009 do Teatro Alfa.

Há algo de muito interessante nessa dupla de espetáculos que compõem essas duas coreografias que nos são apresentadas, Café Müller, criação de 1978, para seis bailarinos, e A Sagração da Primavera, de 1975, dançada por 42 bailarinos.

Até mesmo por sua cenografia claustrofóbica (Rolf Borzik) – um café cinzento e repleto de cadeiras. Parece fechado há tempos e, portanto, empoeirado e abandonado -, Café Müller evoca um aspecto mais apurado teatralmente em sua concepção. Quando de sua criação, em 1978, Pina Bausch, entre outros temas, queria discutir a questão do afastamento que as pessoas se entregavam, sem, ao menos, saber por que usam os movimentos. E, assim, ela uniu seis bailarinos “presos” naquele café, exteriorizando em movimentos bastante discretos, isentos de coreografia evidente, obrigados a se aproximarem e a relacionar-se. A coreografia quase isenta, com uso de diversos símbolos representativos e as repetições que delineiam todo o seu trabalho, como tão bem explicita Ciane Fernandes em seu livro Pina Bausch e o Wuppertal Dança-Teatro, além dos espasmos evocados pelas sensações interiores que o âmago dos personagens, prenhes de lembranças de seus criadores originais, transpiram em movimentos nos bailarinos-intérpretes.

Já em A Sagração da Primavera, a atmosfera primitiva da lenda russa que inspirou Igor Stravinski a criar essa magnífica obra de força indiscutíveis, Pina coloca em cena, sobre um palco de lama que, aos poucos, mescla-se aos corpos dos 42 bailarinos, um ritual de oferenda ao deus da primavera que, em troca da imolação de uma aldeã, garante à aldeia farta colheita. Estamos diante de uma orquestra de corpos em movimentos eletrizantes a nos aproximar do mais primeiro estágio de nossos instintos. E um deles, nosso primeiro deles, o instinto vital, é negado a uma das jovens: para o bem da aldeia ela terá de morrer. E o conflito avoluma-se a partir daí. E somos encantados por esse ritual. Nos identificamos nessa busca pela sobrevivência e quando a luz se apaga no palco, outra se acende em nosso pensamento. E ela diz, bem alto. SIM, PINA É ETERNA!

Autor: - Categoria(s): Artigos, Resenhas e Crônicas, Dança, Música e Cinema Tags: , , , , , ,
21/09/2009 - 13:16

Começam hoje apresentações extras da companhia de Pina Bausch

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Michel Fernandes, especial para o Último Segundo  (michel@aplausobrasil.com)

sagração

Em nosso calendário, amanhã (22) começa a primavera, estação do florir, do renascer. E a coreógrafa alemã, Pina Bausch, que, recentemente,  foi bailar em outra estação, renasce em suas duas criações que chegam, a partir desta segunda (21), ao palco do Teatro Alfa. São apresentações extras, pois Café Müller e A Sagração da Primavera, espetáculos que a Pina Bausch Tanztheater Wuppertal traz neste programa brasileiro, estavam com ingressos esgotados.

Coreografias que ocupam lugar privilegiado entre as melhores do século 20, Café Müller (1978), cuja cena inicial do filme Fale Com Ela, de Pedro Almodóvar, é um trecho em que a própria Pina aparece (ela que já brilhara em La Nave Va, de Fellini), traz seis bailarinos em um bistrô, memória de sua infância, quando observava os hóspedes do hotel de seus pais.

Já  A Sagração da Primavera, para 41 bailarinos, é considerada uma, de suas muitas, obra-prima. Criada em 1975 para música de Stravinski, a coreografia fala sobre o sacrifício de uma virgem para próspera colheita em sua aldeia.

CLIQUE AQUI para ler um artigo de Ciane Fernandes, para a revista O Percevejo, sobre Pina Bausch.

 

PINA BAUSCH TANTZTHEATER WUPPERTAL no TEATRO ALFA – SERVIÇO

 

Local: Teatro Alfa (R. Bento Branco de Andrade Filho, 722 – tel. 5693.4000)

 

Datas: dias 21 e 22 de setembro (INGRESSOS À VENDA) e 24 a 26 de setembro (INGRESSOS ESGOTADOS)

 

Horários: segunda, terça, quinta e sábado, 21h | sexta, 21h30

 

Preços: Setor I e II = R$ 200,00 – Setor III= R$ 100,00 – IV = R$ 40,00

 

Lotação: 1110 lugares

 

Duração: 80 minutos (mais intervalo de 15 minutos)

 

Classificação etária: 12 anos

 

Estacionamento: Valet = R$ 20,00 – Self = R$ 12,00  

 

Como Comprar:

Os ingressos dos espetáculos promovidos pelo Instituto Alfa de Cultura no Teatro Alfa estarão à venda sempre com 15 dias de antecedência.

 

Por Telefone: 5693-4000 e 0300-789-3377 (Serviço exclusivo do Teatro Alfa)
Venda efetuada com cartões de crédito (Amex, Visa, MasterCard e Diners Club), de segunda à sábado das 11h às 19h e domingos das 11h às 17h. Em dias de eventos até 1 (uma) hora antes do início dos mesmos. Os ingressos poderão ser retirados no próprio teatro no dia do espetáculo.

 

Ingresso Rápido – 4003.1212 – www.ingressorapido.com.br

 

Pessoalmente – Bilheteria do Teatro Alfa:

Venda efetuada com cartões de crédito (Amex, Visa, MasterCard, Diners Club), cartões de débito (Visa Electron e Redeshop) ou dinheiro, de segunda à sábado das 11h às 19h e domingos das 11h às 18h. Em dias de eventos até o início dos mesmos.

 

Site: www.teatroalfa.com.br

Autor: - Categoria(s): Dança, Música e Cinema, Matérias Tags: , , , , , , ,
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