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09/03/2012 - 20:37

Excesso e superficialidade marcam Os Sete Gatinhos

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil/ iG (michel@aplausobrasil.com)

Renato Borghi e Elcio Nogueira Seixas são convidados especiais do Círculo dos Canastrões

SÃO PAULO – Ao mesmo tempo que um grande êxito, caso de Luís Antonio Gabriela, representa um prazer indizível a seus criadores, as exigências de um novo trabalho da equipe – ou, no caso de Os Sete Gatinhos, do diretor, Nelson Baskerville – responsável pelo êxito é mais rigorosa. Portanto, a concepção de Baskerville, está bastante aquém de outros trabalhos assinados pelo autor (como os espetáculos exemplarmente dirigidos por Antunes Filho), pecando pelo excesso de referências que afogam o espetáculo na superfície.

Os textos escritos pelo “bardo carioca” não precisam de re-escrituras cênicas para expressarem os intrínsecos valores arquetípicos que se escondem nas camadas mais subterrâneas do texto, ao contrário,  excessos plásticos, referências desnecessárias, entre outros, acabam por ocultar o sumo da peça: o desmoronamento de uma família que apostou tudo – dinheiro inclusive – na pureza da filha/ irmã mais jovem para redimir essa degradada instituição familiar. Leia mais »

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13/02/2012 - 18:00

Renato Borghi está à frente da nova montagem de Os Sete Gatinhos

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Maurício Mellone, editor do Favo do Mellone site parceiro do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Com direção de Nelson Baskerville, clássico de Nelson Rodrigues faz parte da mostra do Teatro de Arena que comemora o centenário do dramaturgo carioca

SÃO PAULO – O lendário Teatro de Arena Eugênio Kusnet abriga a mostraQuem Ainda tem Medo de Nelson Rodrigues?”, com montagens das principais peças do dramaturgo que completaria 100 anos se estivesse entre nós. No último final de semana, o diretor Nelson Baskerville estreou nova montagem de Os Sete Gatinhos, peça de 1958, que traz no elenco Renato Borghi, Élcio Nogueira, Roberto Arduin, Roberto Borenstein, Willians Mezzacapa, Michel Waisman, Gabriela Fontana, Caroline Carreiro, Greta Antoine, Debora Veneziane e Adriana Guerra.

O polêmico e revolucionário teatro de Nelson Rodrigues é conhecido por sua crítica voraz aos costumes da classe média carioca, mais precisamente do subúrbio do Rio de Janeiro dos anos 1940 e 50. Leia mais »

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25/10/2011 - 00:41

Oswald de Andrade inspira musical protagonizado por Renato Borghi

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Mauricio Mellone* (aplauso@gmail.com)

Patrícia Gasppar e Renato Borghi em "Que Rei Sou Eu?"

Com roteiro e direção de Elias Andreato, o espetáculo Que Rei Sou Eu? traz músicas de diferentes épocas recheadas com textos do mestre do modernismo. Renato Borghi divide o palco com Patrícia Gasppar e o maestro Jonathan Harold

De maneira despretensiosa, Elias Andreato criou o musical Que Rei Sou Eu? para reverenciar o teatro musical brasileiro, tão criativo e popular nos anos 30 e 40 do século passado. No roteiro, escrito especialmente para o ator Renato Borghi que está completando 53 anos de carreira, Elias mescla textos poéticos e irônicos inspirados na obra do modernista Oswald de Andrade com mais de 20 músicas de diversas épocas, todas tendo como foco o povo brasileiro e sua cultura. No palco aconchegante do Teatro Eva Herz, Renato com figurino estilizado de um monarca divide as canções com Patrícia Gasppar e o maestro Jonathan Harold, que assina a direção musical e os arranjos.

Intitulado como musical antropofágico, o início é justamente com a canção Que Rei Sou Eu, de Francisco Alves, que dá nome ao espetáculo. Numa cadeira que tem a função de trono, rei Renato vai discorrendo textos irônicos e poéticos que retratam o povo brasileiro e nossa história. Leia mais »

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02/05/2011 - 18:30

Ele nunca usou black-tie

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Afonso Gentil, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

José Renato Pécora morre aos 85 anos

Esse JOSÉ RENATO nunca precisou (nem quis) usar o black-tie cultural (leia-se marketing) para provar que, em matéria de teatro, a tônica é arregaçar as mangas e ordenar “Ação!”.

Desde que se formou na 1a. Turma do Curso de Interpretação na EAD (Escola de Arte Dramática) de São Paulo, em 1950, José Renato não parou um minuto: quando não estava em Paris como assistente de expoentes do teatro da época, como Jean Vilar e René Clair, ou na Itália, desvendando com Giorgio Sthreller  os segredos dos palcos, sua primeira iniciativa (que ficaria como um marco do teatro paulista) foi importar dos Estados Unidos uma nova modalidade de espaço de representação teatral: a arena, com os tensos atores rodeados por uma desconfiada platéia de chiques do velho TBC. Isso aconteceu no Museu de Arte Moderna, exatamente no dia 11 de abril de 1953.

O estranhamento dessa estreia, não intimidou o pragmático encenador, que algumas montagens  e um ano depois inaugurava o Teatro de Arena, esse mesmo da rua Teodoro Baima.

Os primeiros anos do novidadeiro Arena foram de respeitável repertório internacional, que incluiu os franceses Marcel Achard e Molière, Pirandello (O Prazer da Honestidade e Não Se Sabe Como), Tennessee Williams (À Margem da Vida), e John Steinbeck, com seu denso Ratos e Homens (consta que, numa noite, chegando atrasada, uma amiga da atriz Riva Mimitz, desconhecendo o espaço cênico, foi direto abraçá-la efusivamente, gafe que só percebeu ao  olhar ao redor …). Leia mais »

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02/05/2011 - 13:56

Teatro dá adeus a José Renato

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

O Teatro murcho: morreu Zé Renato

Uma das figuras mais importantes da História do Teatro Brasileiro, o ator e diretor José Renato, um dos fundadores do Teatro de Arena, morreu na madrugada de domingo (1º) para segunda-feira (2), quando ia embarcar para o Rio de Janeiro, como faz sempre após o espetáculo em que estava em cartaz, Doze Homens e Uma Sentença.

Ele deixa um importante legado teatral como a primeira montagem, em 1958, de Eles Não Usam Black-tie, e a criação/ manutenção do Centro Popular de Cultura (CPC) da UNE.

Abaixo segue o texto que o jornalista, ator e companheiro de cena em Doze Homens…, Oswaldo Mendes, escreveu sobre Zé Renato. Leia mais »

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13/03/2011 - 16:12

Uma equipe de peso!

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Maria Lúcia Candeias, colunista e crítica teatral do Aplauso Brasil

Maria Lúcia Candeias, especial para o Aplauso Brasil

Só a equipe que assina a montagem de O Grande Grito, de Gabriela Rabelo, já valeria uma ida ao teatro com folga. Começando pelo diretor que é José Renato (ator e diretor, fundador do Teatro de Arena) que, como sempre, consegue total integração do elenco e dos colaboradores (todos velhos de guerra). Assina a cenografia e os figurinos Márcio Tadeu (arquiteto, ator do Pessoal do Vitor, adorado professor de cenografia da Unicamp) e, como se não bastasse, Davi de Brito caprichando na iluminação (Antunes Filho com quem ele sempre trabalhou, deve estar morrendo de ciúmes).

"O Grande Grito" fica em cartaz só até 17 de abril


Além deles, há um ótimo elenco que dá conta do recado: No papel principal Niveo Diegues (que faz Mário de Andrade), em dupla com Augusto Pompeo (Macunaíma), interrompidos por Adão Filho (Exu). Eles formam o time dos não vivos. Paralelamente a eles há os que vivem no mundo de hoje.Destacam-se os jovens Carlos Francisco, Míriam Amadeu e Murilo Inforsato. Somam-se a eles, (nos papéis de pais da jovem defendida por Míriam) Carlos Cambraia e Theodora Ribeiro.

Pelo o que me foi dito, o texto teve como ponto de partida uma tese acadêmica de Gabriela sobre Mário de Andrade. Leia mais »

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22/06/2010 - 18:26

Musical sobre Renato Russo volta a São Paulo

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Luís Francisco Wasilewski, especial para o Aplauso Brasil (lfw@aplausobrasil.com)

Bruce Gomlevsky é "Renato Russo"

Neste ano são celebrados os 50 anos de nascimento do compositor e cantor Renato Russo. Um filme que conta a sua trajetória está sendo feito e acaba de ser lançado um livro onde diversos escritores inspirados por suas canções, escreveram contos. Uma outra bela homenagem a sua obra está de volta aos palcos paulistanos a partir do dia 2 de julho no Teatro Folha. Trata-se do espetáculo Renato Russo, monólogo musical escrito por Daniela Pereira de Carvalho e interpretado por Bruce Gomlevsky.

A trajetória pessoal e artística do cantor e compositor, ícone da história do rock brasileiro, de personalidade indomável, porta-voz dos anseios, angústias, amores e valores de toda uma geração, é um dos grandes sucessos recentes do teatro brasileiro. O espetáculo conquistou o Prêmio Shell (RJ-2006) de melhor direção, que é assinada por Mauro Mendonça Filho. Leia mais »

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02/06/2010 - 20:00

José Renato dirige Brecht no CPC – UMES

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

Produção do CPC - UMES, "Santa Joana dos Matadouros" estreia no Teatro Denoy de Oliveira

O fundador do antológico Teatro de Arena, José Renato, volta a dirigir um espetáculo produzido pelo Centro Popular de Cultura da União Municipal dos Estudantes Secundaristas (CPC-UMES). Desta vez trata-se de Santa Joana dos Matadouros, do alemão Bertolt Brecht, cuja estreia será nesta quinta-feira (4), 21h, no Teatro Denoy Oliveira.

Com 15 jovens atores e três músicos em cena, Santa Joana dos Matadouros se passa em Chicago, no início do século 20, no auge da “grande depressão” – um caos econômico no universo capitalista – e, por meio da ficção criada por Brecht – um dono de uma rede frigorífica que, para livrar-se da crise, desfaz-se da empresa e,assim, prolonga as aflições do desemprego e falta de dinheiro à classe proletária – para discutir as fricções criadas num plano que favorece os donos do capital, enquanto extingue quaisquer direitos dos trabalhadores. Leia mais »

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01/12/2009 - 23:58

A Loba em lugar do Lobo

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Michel Fernandes, especial para o Último Segundo (michelfernandes@superig.com.br)

Maria Maya, Christiane Torloni e Leonardo Franco em <i>A Loba de Ray Ban</i>

Maria Maya, Christiane Torloni e Leonardo Franco em A Loba de Ray Ban

 

Quando dirigiu a primeira montagem do texto escrito pelo ator Renato Borghi, O Lobo de Ray-Ban, o diretor José Possi Neto contou com o ator Raul Cortez no papel do protagonista e levou, então, os principais prêmios de teatro na época. Agora o Lobo é A Loba de Ray-Ban, novamente sob direção de José Possi Neto, trazendo a atriz Christiane Torloni no papel da atriz, dona da companhia que é pano de fundo do espetáculo que navega a nau da metalinguagem.

Após uma tumultuada sessão-despedida do ator que, na vida real, é marido de Júlia Ferraz (Christiane Torloni), a grande atriz dona da companhia, a empresária simula em seu camarim algumas formas de cometer o homicídio do mesmo que abandonou o teatro para estrelar uma telenovela.

Durante esse “quase-monólogo”, Júlia evoca em sua memória, vivenciada por meio de flashbacks, fragmentos de sua trajetória, de como se deu seu casamento com o ator e, também, o romance iniciado com uma jovem atriz, interpretada por Maria Maya, símbolo do dilacerar de seu casamento.

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