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19/12/2009 - 20:27

Musicais definem novos velhos rumos do entretenimento teatral

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Michel Fernandes, especial para o Último Segundo (michelfernandes@superig.com.br)

 

Elenco do musical <i>Avenida Q</i>

Elenco do musical Avenida Q

 

No segundo artigo-retrospectiva teatral 2009, me atenho a um gênero teatral que entrou em meados de 2000 na pauta das artes cênicas, embora não seja um gênero novo – historicamente, com as revistas musicais, entre outras formas teatrais que marcaram época, e nos deixaram o legado das grandes vedetes, como a diva Eloá –, nessa primeira década do século 21 deixou claro que veio não como moda, mas em busca de um novo espaço que lhe é velho conhecido, e, particularmente este ano, ocupou boa parte do teatro comumente chamado de entretenimento.

 

Assim como afirmei no bate-papo sobre Teatro de Entretenimento X Teatro de Vanguarda, no Vira Cultura, da Livraria Cultura, prefiro os termos risco e menor risco para tratar os espetáculos que visam a pesquisa de linguagens e os de olho em públicos mais adeptos em gastar com a diversão, respectivamente. Musicais como A Bela e a Fera e A Noviça Rebelde, por suas longas trajetórias de montagens bem-sucedidas, podem ser colocados no patamar de montagens de menor risco, ou seja, que, provavelmente, cairão no gosto do grande público. Mas, até nesses casos, a condicional não afasta de todo o risco.

Dirigida pela dupla que revitaliza nossa adormecida vocação aos musicais, sobretudo como forma de entretenimento, Charles Möeller e Cláudio Botelho, apresentaram uma montagem impecável de A Noviça Rebelde fazendo jus à plateia sempre lotada, mesmo com ingressos à altos preços. O espetáculo fez, também, temporada popular no Teatro Sérgio Cardoso, onde pudemos conferir o trabalho de “maior risco” da dupla, 7 – O Musical, texto brilhante de Charles Möeller, dirigido por Cláudio Botelho e com trilha original composta por Ed Motta, comprovando que estamos preparados não apenas para importar os clássicos do universo musical. Leia mais »

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18/12/2009 - 17:01

Um pouco de 2009 no Teatro

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Michel Fernandes, especial para o Último Segundo (michelfernandes@superig.com.br)

 

<i>Veleidades Tropicaes</i>, não consegui assistir apesar das recomendações

Veleidades Tropicaes, não consegui assistir apesar das recomendações

 

Começo esse primeiro artigo que propõe estabelecer destaques da temporada teatral de 2009, em São Paulo sobretudo, com um prévio pedido de desculpas a muitos dos espetáculos que não entrarão aqui porque não os assisti. É que, com a benção de Dionísio, a cada ano aumentam os números de espetáculos que estreiam aqui na capital.

 

Estamos habituados a assistir os mais interessantes espetáculos numa das unidades do SESC, que valoriza, principalmente, espetáculos que se caracterizam pela pesquisa de linguagem e que, muito provavelmente, não seriam viáveis se dependessem apenas de leis de incentivo fiscal que colocam na mão dos diretores de marketing o poder de decisão dos contemplados. Caso de Inventário – O Que Seria Esquecido se a Gente Não Contasse, produção dos Doutores da Alegria do Rio de Janeiro, sob direção de Andréa Jabor e Beatriz Sayad, que reproduziu no palco algumas das situações que a equipe de clowns enfrenta no dia-a-dia em seu trabalho no hospital.

A Unidade Provisória do SESC da Avenida Paulista trouxe um inusitado cachorro de rua, espécie de mendigo, que realiza sermões à moda do Padre Vieira, tal era o mote de The Cachorro Manco Show que revelou um dramaturgo bastante interessante (Fábio Mendes), um ator extremamente competente (Leandro Daniel Colombo), alicerçados pela direção madura de Moacir Chaves que já havia dirigido o Sermão da Quarta-Feira de Cinzas, do Padre Antonio Vieira, com interpretação marcante de Pedro Paulo Rangel, em 1994.

Pouco divulgado, até por mim, Quem Não Sabe Mais Quem é, O Que é e Onde Está, Precisa se Mexer, trabalho resultante da pesquisa que a Cia. São Jorge de Variedades,, nesses nove anos de existência dirigida artisticamente pela magnífica atriz Georgette Fadel, imergiu na obra do dramaturgo alemão Heiner Muller. O fruto de tal pesquisa tomou o quarteirão de onde fica a sede da trupe (Barra Funda) e, também, o espaço interno da sede, sem focos de luz, utilizando a criatividade e a luz da tarde – o espetáculo começava 15h e, durante a semana, meio-dia – para desenvolver um diálogo entre as duas obras, a matriz e a gerada, seguindo o mesmo esquema utilizado por Müller na composição de suas obras, relendo clássicos para os colocar em conformidade com o aqui e agora. Leia mais »

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