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15/04/2010 - 17:12

Cloaca mostra como o pragmatismo exacerbado pode gerar frustrações

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Kiko Rieser, especial para o Aplauso Brasil

CLOACA re-estreia sexta-feira no Teatro ImprensaO teatro é talvez a arte que abarque intercâmbios com mais naturalidade. É raríssimo o diretor de um filme não ser conterrâneo e contemporâneo do roteirista, por exemplo, pois geralmente o trabalho se dá em colaboração mútua entre os dois profissionais. Embora na música seja freqüente um intérprete executar uma canção composta num lugar e num tempo distantes, a divisão efetiva de autoria entre pessoas de diferentes “universos” parece só ser comum no teatro, onde uma companhia de algum pequeno país da América Central pode montar um autor grego de milênios atrás.

Essa troca só tende a ser enriquecedora, pois evidencia pontos de convergência ou mesmo de atrito entre duas culturas diferentes. Às vezes, o simples ato de encenar uma peça, independentemente das escolhas estéticas usadas, pode servir como denúncia de tempos estagnados ou de uma época em que países em graus tão diferentes de desenvolvimento se igualam em certo aspecto. Cloaca, espetáculo do Grupo TAPA com texto da holandesa Maria Göos e direção de Eduardo Tolentino, é um representante deste último caso.

Quatro sujeitos que são amigos há mais de vinte anos – “cloaca” é a saudação que eles usam entre si – se encontram para resolver um problema prático. A presença de cada um no ato do encontro é movida claramente por razões que não a saudade ou a necessidade da reunião amigável. Leia mais »

Autor: - Categoria(s): Colaboradores, Críticas Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
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