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23/02/2012 - 20:27

Prometeu abre mostra da Cia. Circo Mínimo

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Redação do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

"Prometeu" - foto de Layza Vasconcelos

SÃO PAULO – As condições para o teatro de grupo, em que eles investigam novas formas em prol da ampliação de linguagens à serviço das artes cênicas, mesmo que a passos mui lentos avance com o surgimento e acepção de leis que ampare suas práticas – caso do Programa de Fomento ao Teatro da Cidade de São Paulo – ainda são precárias, por isso chegar a seu 24º ano de existência é sim motivo de comemoração e a Cia. Circo Mínimo, criada em 1988 pelo ator e diretor Rodrigo Matheus, abre Mostra, em que apresenta cinco espetáculos de seu repertório,  21h desta sexta-feira (24) no Teatro União Cultural.

Cristiane Paoli Quito dirige o ator Ricardo Rodrigues no papel de Prometeu – responsável pelo furto do fogo dos céus o que, simbolicamente, possibilita a evolução da raça humana -, preso a mando de Zeus. O herói revela a causa de sua punição e revela a injustiça que lhe causam os poderosos. Leia mais »

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13/02/2012 - 18:00

Renato Borghi está à frente da nova montagem de Os Sete Gatinhos

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Maurício Mellone, editor do Favo do Mellone site parceiro do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Com direção de Nelson Baskerville, clássico de Nelson Rodrigues faz parte da mostra do Teatro de Arena que comemora o centenário do dramaturgo carioca

SÃO PAULO – O lendário Teatro de Arena Eugênio Kusnet abriga a mostraQuem Ainda tem Medo de Nelson Rodrigues?”, com montagens das principais peças do dramaturgo que completaria 100 anos se estivesse entre nós. No último final de semana, o diretor Nelson Baskerville estreou nova montagem de Os Sete Gatinhos, peça de 1958, que traz no elenco Renato Borghi, Élcio Nogueira, Roberto Arduin, Roberto Borenstein, Willians Mezzacapa, Michel Waisman, Gabriela Fontana, Caroline Carreiro, Greta Antoine, Debora Veneziane e Adriana Guerra.

O polêmico e revolucionário teatro de Nelson Rodrigues é conhecido por sua crítica voraz aos costumes da classe média carioca, mais precisamente do subúrbio do Rio de Janeiro dos anos 1940 e 50. Leia mais »

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25/11/2011 - 23:14

Em seu quarto Nelson Rodrigues, Grupo Gattu provoca amor à primeira visita

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Afonso Gentil, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Grupo Gattu encena "A Serpente" sob direção de Eloísa Vitz

SÃO PAULO – Com 10 anos de intensas atividades, desde sempre sob a direção da culta e talentosa Eloisa Vitz,  mestra na arte paradoxal de mesclar cartesianismo  e os devaneios da paixão, o Grupo Gattu (sobrinho involuntário do tiozão  TAPA) comemora sua 11ª encenação (a quarta de textos rodriguianos com A Serpente).

Com bom conceito por parte de um setor da crítica (o mais antenado) e de um público fiel (ainda reduzido, como nos tempos heróicos do TAPA ), a jovem diretora e sua numerosa e  empenhada equipe não conseguem esconder a perplexidade. Motivo: a “classe teatral” teima em se manter alheia aos belos frutos da rotina de 30 horas semanais de preparo das técnicas teatrais a que o conjunto se impôs nesse tempo todo de caminhada.

Para enfrentar os desafios da modernidade de encenação de um texto, o Grupo continua dedicando-se  às técnicas corporais, da dança, da voz, do canto, da música, das artes plásticas e agora, para A Serpente,  também da yôga e da circense corda bamba .

Fica, então, a critério de cada um do meio teatral aliviar essa constrangedora situação, alimentada, talvez, pela serpente do ciúme para com os  eleitos das musas.

A Serpente causa taquicardia e vertigens Leia mais »

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25/02/2011 - 14:39

Rasgo poético no rito de passagem

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Alessandra Negrini e Joaquim Lopes em "A Senhora de Dubuque"

Crítica de Michel Fernandes para a peça A Senhora de Dubuque publicada na edição impressa do Diário de São Paulo de 22 de fevereiro de 2011.

Obsessão do autor Edward Albee, ou simplesmente a busca desesperada que satisfaça a eterna interrogação “quem somos?”, é o barco que conduz A Senhora de Dubuque para um poético rito de passagem.

Sob a capa do coloquialismo naturalista, em que amigos se reúnem na casa do casal Jo (a convincente Alessandra Negrini) e Sam (Joaquim Lopes, em interpretação excelente) – à beira da morte pela debilidade causada por uma doença terminal –, símbolos de extremada beleza poética emergem dando toques metafísicos e atemporais ao que é apresentado como possível cópia do mundo real. Leia mais »

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01/02/2011 - 14:41

Peça traz morte como tema central

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Maurício Mellone, colunista colaborador do Aplauso Brasil

Maurício Mellone, para o site Favo do Mellone, parceiro do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Sob direção de Leonardo Medeiros, peça traz Karin Rodrigues, Alessandra Negrini, Joaquim Lopes e Edson Montenegro nos papéis centrais

Se há algo de certo nessa vida é a morte. Por mais que todos saibam dessa máxima, poucos lidam

Elenco de "A Senhora Dubuque"

bem ou enfrentam essa verdade. O dramaturgo norte-americano Edward Albee tem a morte como tema em várias de suas peças e, em A Senhora de Dubuque, — texto inédito no Brasil que acabou de estrear no SESC Pinheiros, Teatro Paulo Autran—, novamente tem a finitude humana como centro da discussão.

Sob a direção do ator Leonardo Medeiros, a peça inicia com o casal Jo e Sam, vividos por Alessandra Negrini e Joaquim Lopes, recebendo em sua casa dois casais de amigos. Cansados do joguinho de adivinhações e com o nível alcoólico bem elevado, vêm à tona as desavenças, intrigas e conflitos entre eles. Jo, que está seriamente doente, não tem papas na língua e solta todas as verdades e venenos. Leia mais »

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18/11/2010 - 17:14

Última semana de “Casting”

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

"Casting" - da esquerda para direita - Caco Ciocler, Bete Dorgam, Aline Moreno, Natalia Gonsales e Bia Toledo - crédito - Bianchi Jr.

Em cartaz no Teatro Nair Bello (no 3º andar do Shopping Frei Caneca), o espetáculo “Casting”, do russo Aleksander Gálin, dirigido por Marco Antonio Rodrigues, encerra temporada no próximo domingo (28). Reproduzo abaixo a crítica que escrevi sobre essa deliciosa comédia que, entre outros, traz Bete Dorgan, Caco Ciocler, Nani de Oliveira, Nicolas Trevijano e Selma Luchesi no elenco.

Quando a luz cai ao final do segundo ato de “Casting”, de Aleksander Gálin, autor russo contemporâneo montado pela primeira vez no país, o riso que tomava conta da plateia desloca-se para o lamento poético da melodia do acordeon de Tamara (Nani de Oliveira, em delicada performance). Há, meio ao absurdo da situação, uma urgência desesperada em acreditar num porvir redentor.

Um anúncio no jornal recrutando mulheres a participarem de um concurso de talentos artísticos recebe, entre as inúmeras candidatas, algumas mulheres “velhas e feias” para terem a chance de exibirem seus dotes artísticos durante o concurso. Leia mais »

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10/10/2010 - 04:04

Boca de Ouro encerra a trilogia com chave de ouro

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Maria Lúcia Candeias, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Grupo Gattu encena sua terceira peça de Nelson Rodrigues

Boca de Ouro encerra uma trilogia de Nelson Rodrigues, iniciada há cerca de dois anos, pelo Grupo Gattu, que vem apresentando esses espetáculos no Teatro Gil Vicente, nos Campos Elísios. A despeito da localização no prédio da Uniban, não é uma montagem escolar, mas profissional. Sua diretora, Eloísa Vitz foi membro do grupo TAPA.

Boca de Ouro é, a meu ver, uma das melhores peças do grande dramaturgo brasileiro. Teve montagem não muito feliz assinada por Ze Celso e, agora, está imperdível. A peça focaliza um bicheiro safado e mandante de um morro carioca que resolve trocar os dentes por dentes de ouro. Leia mais »

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22/05/2010 - 03:11

Riso e desespero na Rússia contemporânea

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

"Casting" - da esquerda para direita - Caco Ciocler, Bete Dorgam, Aline Moreno, Natalia Gonsales e Bia Toledo - crédito - Bianchi Jr.

Quando a luz cai ao final do segundo ato de Casting, de Aleksander Gálin, autor russo contemporâneo montado pela primeira vez no país, o riso que tomava conta da plateia desloca-se para o lamento poético da melodia do acordeon de Tamara (Nani de Oliveira, em delicada performance). Há, meio ao absurdo da situação, uma urgência desesperada em acreditar num porvir redentor.

Um anúncio no jornal recrutando mulheres a participarem de um concurso de talentos artísticos recebe, entre as inúmeras candidatas, algumas mulheres “velhas e feias” para terem a chance de exibirem seus dotes artísticos durante o concurso.

Inconformadas com a rejeição e capitaneadas por Vlarvara (a luminosa Beth Dorgan)  elas decidem batalhar pela chance de transformar suas vidas trabalhando no show de variedades de Singapura.

Na  verdade, a situação é emblema do caos social do momento de transição sócio-política enfrentada por uma Rússia cambaleando entre o fim do socialismo e a entrada do capitalismo, sobretudo nos idos de 1990.

A nova ordem política clama por nova estruturação social e, enquanto ela não atinge o equilíbrio, mareia pelos polos do tudo ou nada.

Aleksander Gálin dá à figura de Vlarvara dimensões da Mãe Coragem de Brecht, ao mesmo tempo sendo vítima e algoz desta “guerra” cotidiana. Enquanto vende suas doses de vodka, vende suas filhas para uma prostituição mal camuflada de show de variedades em Singapura, não perde sua parcela humana ao defender as mulheres menos jovens e belas e surpreende ao tratar, ao final, com Albert, o produtor russo que recebeu composição meticulosamente bem-sucedida de Caco Ciocler. Leia mais »

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04/02/2010 - 15:18

Folias D’ Arte faz réquiem teatral

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Michel Fernandes, especial para o Último Segundo (michelfernandes@superig.com.br)

Folias D'Arte apresenta novo espetáculo

Folias D'Arte apresenta novo espetáculo

Depois dos premiadíssimos Otelo e Oresteia – O Canto do Bode o competente e instigante coletivo teatral, o Folias D’Arte, apresenta seu novo trabalho Êxodos – O Eclipse da Terra, com dramaturgia dos atores e Atelier de Escrita do português Jorge Louraço, parceiro do Aplauso Brasil com Estado do Crítico, dirigido pelo sempre surpreendente, Marco Antonio Rodrigues, a partir desta quinta-feira (4), 21h, que, segundo material de divulgação, é o réquiem de um ciclo que se completa com os dois espetáculos citados.

O norte do trabalho – que pretende falar sobre as imigrações reais e imaginárias – foram desde as experiências pessoais dos atores até inspiração das obras do escritor Gabriel García Marques e do fotógrafo Sebastião Salgado.

Por meio de seis personagens vindos dos quatro cantos do mundo, Êxodos – O Eclipse da Terra pretende retratar com lente de aumento a fuga humana, a fuga de territórios em que dantes estavam confinados. Leia mais »

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21/01/2010 - 15:30

Antunes virou dramaturgo

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Maria Lúcia Candeias, especial para o Aplauso Brasil

Antunes Filho escreve musical em homenagem a Lamartine Babo

Antunes Filho escreve musical em homenagem a Lamartine Babo

Consagrado encenador brasileiro, Antunes Filho estreou na dramaturgia com a peça Lamartine e se saiu muito bem. Não foi pesquisar minuciosamente a vida de Lamartine Babo, grande compositor popular (1908/1963) de sucessos eternos como Eu Sonhei que Estavas Tão Linda, O Teu Cabelo Não Nega, Linda Morena, No Rancho Fundo, bem como hinos para campeões do futebol carioca como “uma vez flamengo, flamengo até morrer”. Compôs também para um time gaúcho entre outros. Mas é como sambista e mestre das marchinhas que está enfocado no ótimo texto curto.

Como não poderia deixar de ser, trata-se de um excelente musical com a maior parte do elenco se apresentando em coro e cantando lindamente sob direção de Fernanda Maia. E não é á toa, pois foi ela, juntamente com Zé Henrique da Paula, quem primeiro transformou Senhora dos Afogados, de Nelson Rodrigues, em teatro musicado.

É imperdível. Mesmo sem a direção de Antunes que confiou a tarefa a Emerson Danesi que deu bem conta do recado. Coisas do CPT (Centro de Pesquisa Teatral do Sesc Consolação) que tem formado bons profissionais.

Vale destacar que todos esses acertos se devem sem dúvidas à impecável interpretação do elenco que traz nos papéis centrais Sad Medeiros, Adriano Bolsch e especialmente Marcos de Andrade que faz um Silverinha (ou seria um Lamartine?) com perfeição. Leia mais »

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