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13/01/2010 - 10:01

O Delírio Poético de Alcides Nogueira

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Luís Francisco Wasilewski, especial para o Aplauso Brasil (lfw@aplausobrasil.com)

Lucélia Santos e Maurício Machado em peça de Alcides Nogueira

Lucélia Santos e Maurício Machado em peça de Alcides Nogueira

As Traças da Paixão é um dos textos mais radicais da dramaturgia de Alcides Nogueira. Nele, o escritor rompe ferozmente com a linearidade narrativa e com a identidade das personagens. Podemos classificar a peça de Alcides como “um delírio poético”.

Grosso modo, a peça mostra  o encontro das personagens Paco e Marivalda Revólver. Este é o mote para que Alcides crie diversas identidades para essas personagens. Paco procura Marivalda, porque acredita que ela seja uma sobrevivente da aristocracia russa. Os dois vivem diversas relações tanto como mãe e filho, como também de amantes. A Partir desse enredo, Alcides faz diversas citações. Tchekov, Caetano Veloso, Plínio Marcos, José Celso Martinez Corrêa são alguns dos artistas homenageados em As Traças da Paixão.

O espetáculo teve uma encenação célebre, em 1995, com Walderez de Barros e Cláudio Fontana, sob a direção de Márcio Aurélio. Não a assisti, logo não posso fazer comparações. Acho que Alcides encontrou em Lucélia Santos e Mauricio Machado dois excelentes atores para viajarem em seu barco bêbado. Leia mais »

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13/10/2009 - 16:24

Neyde Veneziano estreia em Santos De Onde Vem o Verão

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Luis Francisco Wasilewski, especial para o Aplauso Brasil (lfw@aplausobrasil.com) 

Neyde Veneziano encena peça de Soffredini

Neyde Veneziano encena peça de Soffredini

 

Na semana em que o grande autor santista, Carlos Alberto Soffredini, comemoraria seus 70 anos, a cidade de Santos poderá assistir à estreia de um de seus textos mais premiados, De Onde Vem o Verão, dirigido pela, também santista, Neyde Veneziano.

Soffredini começou a produzir textos teatrais em 1967, em Santos, enquanto fazia teatro no TEFFI – Teatro Escola da Faculdade de Filosofia. Dentre suas obras memoráveis destacam-se O Pássaro do Poente, Na Carrera do Divino (que teve notável encenação de Paulo Betti com o Pessoal do Victor), Vem buscar-me Que Ainda Sou Teu, Mais Quero Asno que me carregue que Cavalo que me Derrube. Para a TV escreveu novelas como Brasileiras e Brasileiros. A partir da obra de Soffredini, Luis Alberto de Abreu e Luiz Fernando Carvalho criaram a mini-série Hoje é dia de Maria.

Segundo Neyde Veneziano, “Soffredini, ao lado de Nelson Rodrigues e Plínio Marcos, está entre os maiores dramaturgos do Brasil. Sua obra representa poeticamente o povo brasileiro, com suas crenças, seus costumes e até suas safadezas, em dias quentes de verão”.

 Para a diretora, “Soffredini levou para o teatro os seus vizinhos dos bairros santistas, tornando-os líricos e antológicos. A peculiar prosódia santista salpicada de frases estrambóticas surge nas deliciosas falas dos personagens como: “tu foi?…, tu viu?…, tu sabe como são as coisa?… bregada, viu?”

 De Onde Vem o Verão mostra a história de Marlene (Renata Soffredini), uma costureira de vestidos de noiva que vê, de sua janela, o mundo se modernizar. Ao lado da mãe (Laura Lavorato), Marlene passa a viver um grande conflito. Pela janela, ela conhece Natalino (Daniel Meirelis), um pedreiro da obra que está sendo construída na frente de sua casa. E Marlene se apaixona. Leia mais »

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28/09/2009 - 06:01

Novatos bem-sucedidos

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 Crítica de Maria Lúcia Candeias, especial para o Aplauso Brasil (mlcandeias@aplausobrasil.com)

Silvanah Garcia dirige <i>Safo</i>, novo texto de Ivam Cabral

Silvanah Garcia dirige Safo, novo texto de Ivam Cabral

 

Quem costuma ir ao Espaço dos Satyros, certamente já viu Silvanah Santos em cena e agora poderá ver como encenadora. Sua estréia como diretora dá indícios de que tem jeito para essa atividade. Um aquário e um recepiente com areia branca são suficientes para alguns efeitos mágicos conseguidos também pela atriz Patrícia Vilela que apresenta excelente interpretação corporal.

É um espetáculo de 45 minutos (vapt vupt) apresentando texto de Ivam Cabral (a partir de Virginia Woolf e Marguerite Duras), com o título de Safo, que se apresenta às quintas-feiras, 21h30. Tem lá suas qualidades.

Mas o novato mais bem sucedido em cartaz é sem discussão Bertolt Brecht. Na Selva das Cidades foi uma de suas primeiras peças, escrita antes de sua conversão ao marxismo e, por isso mesmo, até desconsiderada pelo autor.

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