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07/06/2012 - 23:59

Os patéticos seres marginalizados de Senhora no Jardim

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Afonso Gentil, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Grupo Botija apresenta "Senhora no Jardim" só até domingo

SÃO PAULO – Um jovem presidiário em liberdade condicional tromba com uma prostituta sexagenária (como gosta de ser chamada, “puta nunca!”) numa imaginária noite mal iluminada do Jardim da Luz. Na cena do Teatro Augusta vê-se um banco ao centro do palco. No proscênio, à direita, um carrinho voltado para o fundo, com um presumível bebê que dorme ou está desmaiado de fraqueza. Desde o início o diálogo é de assumida rudeza, tamanha a sinceridade que brota das palavras de ambos os lados, assim é o ambiente de Senhora no Jardim que encerra temporada no próximo domingo (10).

Ninguém mais se ruboriza na platéia ante uma cachoeira de palavrões, desde quando surgiu um Plínio Marcos sem pudores em Navalha na Carne e Dois Perdidos Numa Noite Suja fazendo uma  deputada, feroz defensora  dos bons costumes exigir que se colocasse na bilheteria tratar-se de “espetáculo pornográfico”. Leia mais »

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01/03/2012 - 15:26

João Candido Portinari: “É a melhor peça de teatro que já vi em toda a minha vida”

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil/ iG (Michel@aplausobrasil.com)

"Nise da Silveira". Com Mariana Terra. Foto de Rafael Viana

SÃO PAULO – Certa vez, em alguma entrevista coletiva perdida na memória, um ator afirmou que o público de teatro paulistano é mais exigente que de outras praças brasileiras. Sendo assim, o espetáculo Nise da Silveira – Senhora das Imagens, de Daniel Lobo, tem motivos de sobra pra celebrar a temporada no Teatro Eva Herz cujas apresentações, sempre lotadas, recebem acalorados aplausos de uma emocionada plateia.

Com exata performance de Mariana Terra, senhora dos mais preciosos instrumentos dos artesão do palco: corpo, voz, inteligência e carisma, o solo ganha projeção multiplicada com visíveis recursos de plena consciência corporal e uma sinfonia vocal que dá tons e nuances diferentes a cada um dos personagens que contam a sublime trajetória da Dra. Nise da Silveira, uma das primeiras mulheres a se formar em medicina e que enveredou para o serviço psiquiátrico. Discípula de Jung , libelo da Liberdade, ela disse não ao eletro-choque, prática adotada nos hospitais psiquiátricos públicos, e introduziu a arte, especificamente a pintura, como terapia aos doentes mentais, fundando o Museu de Imagens do Inconsciente, entre tantos outros feitos. Leia mais »

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14/02/2012 - 23:00

Uma grande revolução pacífica

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Maria Lúcia Candeias*, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

"Nise da Silveira". Com Mariana Terra. Foto de Rafael Viana

SÃO PAULO – É certo que as revoluções provocadas por descobertas científicas costumam ser pacíficas. É o caso da comandada por Nise da Silveira em matéria de psiquiatria. Como é sabido, os remédios para as psicoses são recentes ainda mais os que se dedicam à esquizofrenia – que têm cerca de dez anos. No século XIX usavam-se drogas como o absinto, entre outras. Bem melhor do que anteriormente, quando a internação era definitiva. No século XX, em casos de crise grave os médicos utilizavam choque elétrico.

Doutora Nise, uma alagoana que viveu de 1905 a 1999, inconformada com a situação, criou centros de para terapia através das artes. Com um grande sucesso,transformou o espaço onde eram mantidas as obras de seus pacientes num museu no Rio. Chama-se Museu de Imagens do Inconsciente e além de funcionar com tratamento chegou a formar artistas que se destacaram como Arthur Bispo do Rosário que obteve prestígio até fora do país.

Em 2002, a médica foi a protagonista da peça Anjo Duro, de Luiz Valcazaras, com Bertha Zemel premiada no papel. O artista plástico também foi retratado pelo teatro numa peça intitulada Bispo. Foram excelentes espetáculos e mesmo quem viu e gostou deve comparecer ao Teatro Eva Herz da Livraria Cultura do Conjunto Nacional.

Nise da Silveira, Senhora das Imagens tem enfoque sobre detalhes da vida pessoal da psiquiatra, os quais não foram assuntos das outras montagens, sem deixar de dar a ela o valor profissional que ela teve. Escrita e dirigida por Daniel Lobo tem leveza jovial e modernidade no estilo da bela e jovem intérprete que esbanja dança com coreografia de ninguém menos do que Ana Botafogo. Ela é Mariana Terra e tem grande possibilidade de tornar seu assunto mais próximo de quem nunca ouviu falar dela e desconhece a questão da psiquiatria. Excelente! Leia mais »

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05/02/2012 - 17:49

Nise da Silveira- Senhora das Imagens agora em São Paulo

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Maurício Mellone, editor do Favo do Mellone site parceiro do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

"Nise da Silveira", com Mariana Terra. Foto - Jackeline Nigri

Espetáculo multimídia — une teatro, dança, música, vídeo e artes plásticas — acaba de estrear depois de sucesso pelo país. Com direção de Daniel Lobo, Mariana Terra vive a médica alagoana que revolucionou psiquiatria no século XX

SÃO PAULO – Ao entrar na sala do Teatro Eva Herz, o público já é envolto no clima do espetáculo Nise da Silveira- Senhora das Imagens. Quase na penumbra, as pessoas procuram seus assentos enquanto a atriz Mariana Terra está na plateia pintando quadros, numa referência direta aos trabalhos dos pacientes do hospício em que a médica Nise da Silveira trabalhou no Rio, nos meados do século XX. Com seu método revolucionário — implantou ateliês de pintura no tratamento da esquizofrenia em oposição à terapia de eletrochoque — Nise fundou o Museu de Imagens do Inconsciente, que está completando 60 anos e foi o mote para a montagem.

Com passagens por Brasília, Alagoas, Espírito Santo e de grande sucesso no Rio, Nise da Silveira- Senhora das Imagens estreou nesta semana na cidade. Após breve rito budista entre diretor e atriz (a troca de energia para que tudo saia como o previsto), ouve-se em off a voz do inconsciente, interpretada por Carlos Vereza (também dá voz ao psicanalista Carl Jung), que anuncia:
“Vai Mariana, pega o cajado, legado de teu pai, e dá vez a voz do coração”. Leia mais »

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25/02/2011 - 14:39

Rasgo poético no rito de passagem

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Alessandra Negrini e Joaquim Lopes em "A Senhora de Dubuque"

Crítica de Michel Fernandes para a peça A Senhora de Dubuque publicada na edição impressa do Diário de São Paulo de 22 de fevereiro de 2011.

Obsessão do autor Edward Albee, ou simplesmente a busca desesperada que satisfaça a eterna interrogação “quem somos?”, é o barco que conduz A Senhora de Dubuque para um poético rito de passagem.

Sob a capa do coloquialismo naturalista, em que amigos se reúnem na casa do casal Jo (a convincente Alessandra Negrini) e Sam (Joaquim Lopes, em interpretação excelente) – à beira da morte pela debilidade causada por uma doença terminal –, símbolos de extremada beleza poética emergem dando toques metafísicos e atemporais ao que é apresentado como possível cópia do mundo real. Leia mais »

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01/02/2011 - 14:41

Peça traz morte como tema central

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Maurício Mellone, colunista colaborador do Aplauso Brasil

Maurício Mellone, para o site Favo do Mellone, parceiro do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Sob direção de Leonardo Medeiros, peça traz Karin Rodrigues, Alessandra Negrini, Joaquim Lopes e Edson Montenegro nos papéis centrais

Se há algo de certo nessa vida é a morte. Por mais que todos saibam dessa máxima, poucos lidam

Elenco de "A Senhora Dubuque"

bem ou enfrentam essa verdade. O dramaturgo norte-americano Edward Albee tem a morte como tema em várias de suas peças e, em A Senhora de Dubuque, — texto inédito no Brasil que acabou de estrear no SESC Pinheiros, Teatro Paulo Autran—, novamente tem a finitude humana como centro da discussão.

Sob a direção do ator Leonardo Medeiros, a peça inicia com o casal Jo e Sam, vividos por Alessandra Negrini e Joaquim Lopes, recebendo em sua casa dois casais de amigos. Cansados do joguinho de adivinhações e com o nível alcoólico bem elevado, vêm à tona as desavenças, intrigas e conflitos entre eles. Jo, que está seriamente doente, não tem papas na língua e solta todas as verdades e venenos. Leia mais »

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