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26/08/2012 - 16:19

New York New York: da Bela Vista à Broadway. Por que não?

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Afonso Gentil, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

"New York New York"

SÃO PAULO – A explosão recente de montagens de musicais  nos palcos do Rio de Janeiro e de São Paulo tem merecido destaque da imprensa, quer em copiosas resenhas como estampando anúncios de lançamento até em páginas duplas dos jornais.  Cumpre ela, a imprensa, seu papel de formadora de opinião e de aliciamento de plateias.

Tudo estaria no melhor dos mundos não fosse a atitude preconceituosa e caipira de setores da crítica especializada, ridiculamente  oposta ao prazer de multidões  de mentalidade cosmopolita,  que instintivamente unem a arte e o entretenimento sem culpa.

"New York, New York"

AGORA NA BELA VISTA UMA SINGULAR SURPRESA

O progresso técnico artístico da mão de obra dos musicais salta à vista. De onde vem esse batalhão de bailarinos, sapateadores, coreógrafos, cantores, instrumentistas, diretores musicais, maestros, engenheiros de som, além dos costumeiros cenógrafos, figurinistas e iluminadores? Ou outras funções especialíssimas? Juntas, chegam a ocupar páginas  duplas dos “créditos” no programa.

A resposta a gente encontra no empenho de cada um em se aprimorar, com professores de música ou cursos de dança e canto, daqui ou alhures, oferecendo aos produtores, em consequência, currículos de atordoante sedução. Aqui, sem a intromissão das teorias pós-dramáticas de representação dos cursos e de alguns palcos  experimentais, continuamos no melhor dos mundos. Leia mais »

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01/07/2012 - 16:11

Um Ibsen inédito na cidade

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Maurício Mellone, editor do Favo do Mellone site parceiro do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

"A Dama do Mar"

Sob direção de Sérgio Ferrara, A Dama do Mar, peça simbolista  do dramaturgo norueguês narra o drama de uma mulher que se casou com um médico viúvo mas está presa ao passado, quando se envolveu com um marinheiro que prometeu voltar para se casarem

SÃO PAULO – Pela primeira vez montada em na capital paulista, estreou nesta semana, no Teatro Nair Bello, a peça A Dama do Mar, de Henrik Ibsen, projeto que o premiado diretor Sérgio Ferrara acalenta há mais de quatro anos. Com um elenco de oito atores, a trama gira em torno de Élida Wangel, interpretada por Ondina Clais Castilho, uma mulher madura, casada com um médico viúvo e pai de duas moças, mas que não consegue se entregar ao relacionamento em função de seu envolvimento na juventude com um marinheiro desconhecido (Renato Cruz).

Eles tiveram um romance passageiro, mas intenso, e como símbolo deste encontro enlaçaram seus anéis e jogaram ao mar. O rapaz partiu, mas prometeu voltar para se casarem; trocaram correspondência e Élida cansou da espera; escreveu dizendo que o trato estava rompido e casou-se com Dr. Wangel (vivido por Luiz Damasceno). Leia mais »

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12/06/2012 - 22:48

Festival Cena Brasil Internacional chega a São Paulo nesta quarta

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil/iG (Michel@aplausobrasil.com)

Gilberto Grawonski será o artista-residente da etapa paulistana

SÃO PAULO – Trazendo na bagagem de sua premiére brasileira, a temporada carioca, de 1º a 11 de junho, o Festival Cena Brasil Internacional chega a capital paulista nesta quarta-feira (13) e, simultaneamente, à cidade de Lorena.

Idealizado pelo produtor Sérgio Saboya, curadoria de Celso Curi e Dane de Jade, o Festival Cena Brasil Internacional deseja oferecer um breve panorama do que é produzido, dentro e fora do país, no universo das artes cênicas, além de promover o intercâmbio entre os artistas seja por meio das apresentações, seja pelos workshops que eles realizaram (CONFIRA PROGRAMAÇÃO COMPLETA AO FINAL DESSA MATÉRIA).

Um aspecto do Cena Brasil Internacional, cujos espetáculos internacionais terão legenda em português, diferencial é a espécie de convênio que o Festival fez com dois dos mais relevantes festivais de teatro do mundo, o de Avignon, na França, e o de Edimburgo, na Escócia: seis produções nacionais das residências artísticas (quatro do Rio e duas de São Paulo) serão selecionadas para apresentações nos festivais de Avignon (França) e Edimburgo (Escócia).

Esta iniciativa tem o propósito de realizar uma Mostra Teatral Brasileira dentro das duas feiras de cultura em 2013. A curadoria nacional e internacional é do crítico de teatro, diretor e ator Celso Curi e da produtora Dane de Jade.

Em entrevista exclusiva  ao Aplauso Brasil/ iG, Celso Curi fala mais sobre o Festival Cena Brasil Internacional.

Aplauso Brasil/ iG – Qual o objetivo principal de promover o intercâmbio entre as companhias internacionais e brasileiras para este Festival Cena Brasil Internacional? Leia mais »

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17/12/2011 - 15:13

Adeus a Sérgio Britto

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

O ator Sérgio Britto

RIO DE JANEIRO – Da mesma geração que o ator Paulo Autran, Sérgio Britto dá adeus aos palcos e deixa mais uma lacuna na galeria de grandes intérpretes. Aos 88 anos, Britto morreu ontem no Hospital Copa d’ Or em decorrência de insuficiência respiratória aguda. Internado há cerca de um mês no mesmo hospital, o corpo do ator será velado na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro à partir das 14h, e  o enterro ocorrerá no cemitério São João Batista neste domingo (18), às 11h.

Sua última aparição em palcos paulistanos se deu no início desse ano no espetáculo Recordar é Viver, texto de estreia de Hélio Sussekind, o qual assinava, também, a produção. Sob direção de Eduardo Tolentino de Araújo, interpretava Alberto, pai de Henrique (José Roberto Jardim), um jovem autor em constante crise, e casado com Ana (Suely Franco), uma matriarca intransigente e geniosa que enfrenta crise de Sindrome do Pânico.

Em 67 anos de palco, Sérgio deixa um rol de personagens inesquecíveis como o Rei Lear da peça homônima de Shakespeare, o psicanalista Carl Gustav Jung, o pai da inesquecível montagem de Longa Jornada de um Dia Noite Adentro – de Eugène O’ Neill, sob de direção de Naum Alves de Souza, e ao lado de Cleyde Yáconis -, entre outros, criou em 1959, ao lado de Fernanda Montenegro, Fernando Torres, Ítalo Rossi, Gianni Ratto, o grupo Teatro dos Sete, responsável por montagens antológicas de textos como O Beijo no Asfalto, Com a Pulga Atrás da Orelha e A Profissão da Senhora Warren, numa carreira marcada pela procura de personagens que expressem o que deseja dizer e, ao mesmo tempo, sirvam a seu estudo da alma humana.

Marcou história, também, na teledramaturgia: Leia mais »

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02/12/2011 - 23:06

Um casório entre a astúcia e a gargalhada até domingo no SESI

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (Michel@aplausobrasil.com)

Nani de Oliveira, Suzana Alves e Nicolas Trevijano em "O Casamento Suspeitoso"

SÃO PAULO – Restam apenas duas oportunidades, amanhã e domingo, 20h, no Teatro Popular do SESI, para dar vazão ao riso singelo proporcionado pel’ O Casamento Suspeitoso, de Ariano Suassuna, sob direção de Sérgio Ferrara.

Seguindo a mesma linha de outros textos seus como O Auto da Compadecida ou O Santo e a Porca, o paraibano de nascimento, Ariano Suassuna, por sua vez bebe nas águas da commedia dell’arte e outras fontes como Molière e Carlo Goldoni, para dar forma a tipos extremamente brasileiros que habitam o interior do nordeste.

Mesmo sendo de 1957 – e quantas mudanças sociais, tecnológicas, entre outras, parecem nos catapultar a séculos além -, a peça ainda traz consigo a realidade rural e seus valores coronelistas e retrógrados perfeitamente risíveis e reais ainda nos dias de hoje.

O casamento que dá título à peça é o de Geraldo (Joaz Campos) e Lúcia (Suzana Alves em surpreendente composição), uma moça interessada  nas finanças do futuro marido que vê seus  planos maculados pela severa Dona Guida (Beth Dorgan), o protótipo da matriarca desconfiada, e as artimanhas da dupla Cancão (Marco Atonio Pâmio) e Gaspar (um hilário Rogério Brito) que, abençoados por Guida, provocam as confusões para desmascarar a vigarista.

Susana Cláudia, mãe de Lúcia, vivida por Nani de Oliveira, é o grande destaque do espetáculo provocando intensas e seguidas gargalhadas, sobretudo nas cenas com o “carvãozinho de Arapiraca”,  o delicioso Gaspar.

Completa o elenco, dando garantias de momentos divertidos, Nicolas Trevijano, José Rosa, Sonia Maria, além dos músicos Breno Alvarenga e João Paulo Soran. Leia mais »

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08/09/2011 - 16:27

Ensina-me a Viver volta ao cartaz com Ilana Kaplan no elenco

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Luís Francisco Wasilewski, especial para o Aplauso Brasil (lfw@aplausobrasil.com)

"Ensina-me a Viver"

É nesta sexta-feira (9) que a re-estreia do espetáculo Ensina-me a Viver marca a re-abertura do Teatro Sérgio Cardoso, após a sala ter passado por uma reforma que durou um ano. Sob direção de João Falcão, Glória Menezes vive Maude, uma senhora de 80 anos ao lado de Arlindo Lopes e grande elenco. Um dos destaques da nova temporada do espetáculo é o retorno da excelente Ilana Kaplan ao elenco.

A peça é uma das mais inusitadas e emocionantes histórias de amor do século 20. É a adaptação teatral do filme Harold and Maude, estrondoso sucesso de público e crítica, assinado por Coling Higgins, e narra o encontro amoroso, aparentemente improvável, entre Harold e Maude. Ele com quase vinte anos, e ela com quase oitenta.

Sensível, inteligente e rico, o jovem Harold passa por diversos problemas. Convive com uma mãe indiferente e autoritária, numa relação desprovida de qualquer contato afetuoso. Atormentado, Harold tenta chamar a atenção materna simulando tragicômicas tentativas de suicídio.

A quase octogenária Maude, ao contrário, tem uma paixão incomparável pela vida. Aproveita cada segundo de sua existência de forma alegre e juvenil.

O contato entre esses dois não poderia ser mais inusitado, mas quando se encontram, a sintonia é imediata. Maude, cheia de alegria e positividade, ensina ao deslocado Harold os prazeres da vida e da liberdade. Leia mais »

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28/04/2011 - 20:31

Continuando um curioso passeio pelo grotesco

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Afonso Gentil, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Elenco do 2º Festival do Teatro Grotesco

Dentro do objetivo de sondar o grotesco em suas diferentes formas de manifestação, dependendo do olhar de cada dramaturgo sobre o tema, Antonio Rocco acertou na escolha dos autores (todos da cena paulistana),  no diretor que o acompanha, no elenco de muito bom nível , que se desdobra camaleonicamente  a cada noite e  também na equipe de apoio técnico-artístico. Despertando, pois,  em todos que estão  freqüentando  esse  Festival do Grotesco, no N.Ex.T.,  a vontade que  ele prossiga,  ampliando-se  ainda mais, a cada ano.

Comentados, anteriormente, os textos de Otávio Frias Filho (A Emancipação da Mulher…) e de Chico de Assis (O Ovo e a Galinha), vamos às seguintes, na ordem que as vimos, Boi da Cara Preta, de Sérgio Roveri, e Atirei no Dramaturgo, de Mário Viana. Leia mais »

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11/02/2011 - 17:13

Britto fez da busca pela alma a principal marca da carreira

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O ator Sérgio Britto

Texto de Michel Fernandes (michel@aplausobrasil.com) publicado na edição de 10 de fevereiro de 2011 no jornal Diário de São Paulo

No próximo dia 29 de junho, o ator Sérgio Britto completa 88 anos de idade, 66 deles dedicados ao teatro – do movimento amador à atual posição de um dos mestres das artes cênicas brasileiras. Embora conhecido por ter feito novelas, o palco é mesmo seu forte.
Em 1959, Britto criou, ao lado de Fernanda Montenegro, Fernando Torres, Ítalo Rossi, Gianni Ratto, o grupo Teatro dos Sete, responsável por montagens antológicas de textos como “O Beijo no Asfalto”, “Com a Pulga Atrás da Orelha”, “A Profissão da Senhora Warren”, entre outras.
Sempre à procura de personagens que expressem o que deseja dizer e, ao mesmo tempo, sirvam a seu estudo da alma humana, marca de sua carreira, Britto já viveu papéis de Shakespeare, Eugène O’ Neill, agora vive Alberto, do texto de estreia do dramaturgo brasileiro Hélio Sussekind, cuja produção é sua.

LEIA TAMBÉM Vivendo de Recordações

Recordar é Viver

Até 27/02. Sextas e sábados, às 21h e domingos, às 19h. Duração: 85 min.
Não recomendado para menores de 14 anos
R$ 32,00 (inteira); R$ 16,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino). R$ 8,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).
320 lugares.
Teatro Anchieta do SESC Consolação
Rua Dr. Vila Nova, 245
Tel: 11 3234-3000

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11/02/2011 - 16:57

Vivendo de recordações

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Crítica da peça Recordar é Viver por Michel Fernandes (michel@aplausobrasil.com) publicada na edição de 10 de fevereiro de 2011 no jornal Diário de São Paulo

Suely Franco e Sérgio Britto na peça "Recordar é Viver"

Em muitos momentos o espetáculo Recordar é Viver nos leva ao riso. Não por situações cômicas, nem por piadas certeiras, daquelas que atingem o alvo, mesmo que a seta seja de extremado mau-gosto. Não, esse não é o caso do texto de estreia do jornalista e historiador Hélio Sussekind, mesmo que não alcance satisfação plena. O riso vem por reconhecermos em cena o ridículo em nós mesmos. Quão estáticos estamos por medo do desconhecido, do que está do outro lado do muro das convenientes e, supostamente seguras, recordações?

Com um singelo mote temático – podemos, inclusive, chamar de óbvio -, a peça se propõe a lançar um olhar para os atuais valores familiares, tomando como fio condutor a história de Henrique (José Roberto Jardim, em boa composição), um homem de 30 anos que deseja ser escritor, mas não consegue avançar nos planos de sua vida por estar preso às repetidas recordações de seus pais. Leia mais »

Autor: - Categoria(s): Críticas Tags: , , , , , , , ,
30/01/2011 - 23:16

Diversão inteligente é a proposta da encenação de “Cândida”

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Maurício Mellone, para o site Favo do Mellone, parceiro do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Comédia de Bernard Shaw, com Bia Seidl no papel título,

Sérgio Mastropasqua e Bia Seidl em "Cândida"

permanece em cartaz até final de março, no Teatro Augusta

Montagem do Núcleo Experimental, Cândida, comédia clássica do irlandês Bernard Shaw, está de volta ao Teatro Augusta depois de quatro temporadas na capital e de turnê pelo país. A peça já viajou por 19 cidades, com mais de 200 sessões e um público estimado de 50 mil espectadores; permanece em cartaz até o dia 27 de março.

Sob direção de Zé Henrique de Paula, que também assina figurino e cenografia, Cândida foi escrita em 1895 e discute o casamento, insinuando inclusive um triângulo amoroso. Tudo acontece num único dia, quando o reverendo Morell, interpretado por Sergio Mastropasqua, está à espera de sua esposa Cândida (Bia Seidl) que estava de viagem. Ela chega, mas traz consigo Eugenio Marchbanks (Thiago Carreira), um poeta sensível, de apenas 18 anos.

O marido é apaixonado pela esposa e o garoto também se revela um admirador da bela senhora, que por sua vez sente-se atraída por ambos. Leia mais »

Autor: - Categoria(s): Artigos, Resenhas e Crônicas, Colaboradores Tags: , , , , , , , , , , , ,
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