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06/04/2012 - 12:26

O Tchekhov filosófico do Grupo Galpão

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Michel Fernandes*, do Aplauso Brasil/ iG (michel@aplausobrasil.com)

Grupo Galpão estreia "Eclipse"

CURITIBA – Ano passado, o Grupo Galpão apresentou a estreia nacional de Tio Vânia, de Tchekhov, em montagem delicada e concisa sob direção de Yara de Novaes, e durante a coletiva de imprensa realizada no Festival de Curitiba, um dos atores da trupe mineira, Eduardo Moreira, informou que outro núcleo do Grupo imergia em pesquisas sobre contos do autor russo. Esse estudo, coordenado pelo russo Jurij Alschitz, estreia hoje Eclipse no Festival, que completa o projeto Viagem a Tchekhov, lançado ano passado pelo Galpão.

O núcleo de atores de Eclipse passou por um processo de criação bastante inusitado em que o uso de tecnologias como teleconferências via Skype, protagonizaram a cena com o envio de cartas a Jurij nas quais explanavam os temas que gostariam de abordar no universo tchekhoviano. Inês Peixoto, uma das atrizes desse núcleo, escolheu abordar a infância presente em Tchekhov.

“Embora as peças de Tchekhov não abordem diretamente a infância, mesmo que se saiba que este período para o autor tenha sido de muito sofrimento e pobreza, os contos trazem esse tema, e, mesmo que a predominância final do tema que abordo seja o caos, em alguns trechos e frases do conto que trabalhei com a infância, estão dispostos no meu texto final.”, afirma Inês Peixoto.

Eclipse é uma conjunção  de cinco monólogos baseados em contos tchekhovianos, com dramaturgia e direção de Jurij Alschitz, em que cinco personagens discutem questões filosóficas presentes na obra de Tchekhov, enquanto esperam o final de um eclipse solar. Leia mais »

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18/11/2011 - 16:33

Último final de semana de Tio Vânia do Grupo Galpão

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Maurício Mellone* (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Yara de Novaes dirige "Tio Vania" foto de Guto Muniz

Você tem até domingo para conferir a montagem do grupo mineiro para o clássico de Anton Tchekhov, no SESC Vila Mariana, com direção de Yara Novaes

SÃO PAULO – Um clássico é sempre clássico. E quando se trata de uma peça do escritor e dramaturgo russo Anton Tchekhov aí é imprescindível. Por isso que você não pode deixar de assistir a montagem do Grupo Galpão, de Minas Gerais, para o clássico de Tchekhov Tio Vânia (aos que vierem depois de nós), que encerra temporada de nesse final de semana no SESC Vila Mariana.

Com direção de Yara Novaes, o espetáculo do Galpão já percorreu diversos festivais de teatro pelo país, cumpriu temporada em Belo Horizonte e Rio, além da apresentação no Teatro Vascello (Roma/ Itália) antes dessa temporada paulistana.

Tio Vânia (aos que vierem depois de nós) não é o primeiro trabalho do Galpão com Anton Tchekhov . Em 2008, o grupo participou de um projeto que uniu teatro e cinema: sob direção de Enrique Diaz, o processo de montagem da peça As Três Irmãs, era o roteiro do diretor Eduardo Coutinho para o documentário Moscow. Leia mais »

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03/10/2010 - 13:46

Tchekhov “made in Taiwan”

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

Coreografia teve como ponto de partida "O Jardim das Cerejeiras", de Tchekhov

Semana passada e a que entra, correm soltas as discussões acerca do que o teórico francês Jean-Pierre Sarrazac chama de “etiqueta cuja tendência é se despregar” ao abordar o nome “pós-dramático” empregado pelo teórico alemão Hans-Thies Lehmann, na disciplina de pós-graduação, ministrada pela estupenda Sílvia Fernandes, que faço na USP. O espetáculo de dança Wispher of Flowers, da Cloud Gate Dance Theater, de Taiwan (China), em cartaz no Teatro Alfa até terça-feira (5), além de belo instiga as reflexões sobre a arte contemporânea.

Mesmo sem utilizar rótulos, se preferir “etiquetas”, a coreografia da Cloud Gate, é a tradução coreográfica das sensações do coreógrafo Lin Hwai-min para a peça O Jardim das Cerejeiras, do russo Anton Tchekhov. E tal transposição que, apesar de não se ater ao enredo ou aos personagens do texto dramático, desperta reflexões sobre esse tipo de apropriação, já que alguns sentimentos da peça, mesmo que de forma desvinculada ao tema objetivo da mesma – como a exuberância e felicidade do cerejal e suas murmurantes folhas; à desolação da perda do mesmo –, continuam em Whisper of Flowers.

O que há é um espetáculo com movimentos leves como se os bailarinos flutuassem como as folhas do jardim das cerejeiras num incessante vento (um ventilador escondido na coxia) que dá o clima de “sussurro, murmúrio, rumor” (“whisper”) de flores que dá nome a peça.

Vale a pena ver esse espetáculo embalado por belas suítes para violoncelo de Bach que abre tantos focos para discussões estéticas das apropriações que demarcam a arte contemporânea.
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