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17/08/2012 - 18:26

Imperdível, O Jardim fica até o final de agosto no TUSP

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil/ Ig (mfmanso@globo.com)

"O Jardim" - foto de Annelize Tozetto

SÃO PAULO – A breve, porém marcante, trajetória da Cia. Hiato desde seu início, em 2008, apresenta espetáculos de qualidade e inventividade que mereceu atenção e expectativas maiores, seja por parte da mídia especializada, seja pelo público que a acompanha desde então. Seu terceiro trabalho, O Jardim, um dos espetáculos mais instigantes dos últimos anos, está em cartaz no TUSP apenas até o final de agosto.

Escrito e dirigido por Leonardo Moreira, O Jardim utiliza o mal de Alzheimer como impulso para abordar a memória de maneira interessante e bastante inovadora.

A memória é matéria-prima da obra de consagrados autores como Marcel Proust que, na série de romances Em Busca do Tempo Perdido, faz com que as recordações dos personagens surjam a partir de associações com perfumes, sabores etc. Um indivíduo com Alzheimer também é movido por emoções trancafiadas em seu inconsciente para ter lapsos de memórias de fatos que ocorreram em seu passado mesmo que, em sua contemporaneidade, as lembranças mais ínfimas falhem e ele esteja entregue à catatonia de suas recordações passadas.

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Autor: - Categoria(s): Críticas, MICHEL FERNANDES RECOMENDA Tags: , , , ,
14/10/2011 - 23:14

O Prometeu da Cia. Balagan entra em cartaz no TUSP

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (aplauso@gmail.com)

"Prometheus - A Tragédia do Fogo" - Creditos Mônica Côrtes

SÃO PAULO – Depois de anos de pesquisa, incluindo apresentações públicas que permitiram afinar ainda mais o espetáculo, a Cia. Teatro Balagan apresenta Prometheus – A Tragédia do Fogo, dramaturgia de Leonardo Moreira e direção de Maria Thaís, além de uma série de atividades paralelas, no TUSP, para celebrar os 12 anos do grupo.

Na mitologia grega, Prometeu pertence aos mitos de fundação e origem da raça humana. Quando Zeus instaura seu novo reinado, incumbe seu aliado, o titã Prometeu (aquele que pensa antes) e seu irmão Epimeteu (aquele que pensa depois), da distribuição dos dons entre os seres vivos. Epimeteu o faz sozinho e esquece do homem. Prometeu rouba o fogo dos deuses e entrega aos humanos. Castigado, ele é preso ao Cáucaso onde uma águia, durante os dias devora-lhe o fígado, que se regenera durante as noites. Mais tarde, Prometeu é libertado por Héracles.

"Prometheus - A Tragédia do Fogo" - Creditos Fernando Martinez

Prometheus – A Tragédia do Fogo faz uma arqueologia desse mito. As vozes dos atores-narradores, das personagens do mito e do coro se sobrepõem e se articulam no relato dos diversos acontecimentos que compõem a narrativa – a criação do homem, a separação dos deuses e dos homens, do homem e da natureza, dos irmãos Prometeu/ Epimeteu, o roubo do fogo, a condenação do titã ao Cáucaso e sua libertação entre outros.

A encenação, ainda que tenha a palavra como principal meio expressivo, traça relações, paralelos e fricções com outras formas de expressão, como o canto e a dança – mais especificamente com os atos, gestos que compõem as danças dos orixás. Assim, ao lado das narrativas, por meio do espaço cênico, da sonoridade, dos cantos gregos e danças afro-brasileiras, o espetáculo estabelece um espaço de cruzamento entre mundos que, aparentemente, são apartados – o passado e o presente, o tempo mítico e o tempo cronológico, as mitologias grega e africana, entre outros.

Em entrevista ao Aplauso Brasil, Maria Thaís fala sobre a construção do espetáculo, a linha de pesquisa da Balagan e projetos vindouros.

Aplauso Brasil – O que deu início ao desejo em mergulhar nos estudos da tragédia de Prometeu?

Maria Thaís – Leia mais »

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